Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 16/07/2018

Em 1928, ao inaugurar a primeira rodovia asfaltada no Brasil, Washington Luís, então presidente do Estado, iniciou a concretização do seu lema: “governar é abrir estradas”. Alguns anos depois, no entanto, a política desenvolvimentista adotada por outro presidente, Juscelino Kubitschek, deturpou tal máxima, pois, mesmo inspirada no projeto do antigo presidente do país, incentivou o crescimento desordenado da indústria automotiva, causando, assim, graves problemas na mobilidade urbana brasileira, situação prejudicial ao bem-estar nacional.

De fato, o tráfego citadino do Brasil enfrenta muitos desafios. Em defesa dessa assertiva, é possível citar o fenômeno popularmente conhecido como “engarrafamento”. Causado pelo grande crescimento da frota veicular e pelo exíguo aumento do número de rodovias do país, esse é o principal problema enfrentado pelos setores nacionais de transporte. Isso se deve ao fato de que, além de ser responsável por aumentar a insegurança rodovias, tal infortúnio também prejudica a economia do país, pois as pessoas perdem, no trânsito, horas que poderiam ser utilizadas, por exemplo, em atividades físicas, as quais gerariam uma vida mais saudável.

Assim, ficam evidentes os prejuízos que a deficiência na mobilidade urbana do Brasil causa ao âmbito social. Esse campo, entretanto, não é o único infortunado por tal problema. Biologicamente, é possível afirmar que a ineficiente rede locomotiva do país é responsável por agravar as poluições atmosférica e sonora das localidades onde se mostram mais presente. Além disso, muitas vezes, devido à falta de planejamento urbano, as “áreas verdes” dão lugar a ferrovias ou a estradas, as quais, em geral, não amenizam o problema do congestionamento nas cidades, assertiva comprovada historicamente por  ideais desenvolvimentistas, já citados, de Juscelino Kubitschek.

Portanto, medidas são necessárias para melhorar a mobilidade urbana do Brasil. Para isso, é indispensável que, além da ampliação da rede pública de transportes, ações como a implantação de ciclovias e a adoção do rodízio veicular sejam executadas em todas as metrópoles nacionais pelos governantes, visando ao fim dos congestionamentos e, consequentemente, à redução dos problemas ambientais. Outrossim, a fim de reduzir o número de carros particulares nas vias, é conveniente que os ambientalistas, com o auxílio da mídia, estimulem, por meio de campanhas, o uso de veículos coletivos ou alternativos – como ônibus e bicicletas - pela população, pois, assim, será possível diminuir os desafios do tráfego brasileiro.