Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 08/07/2018

Desde a Revolução Francesa, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro, verifica-se isso no lema, baseado nos ideias iluministas, que levou a tal revolução - liberdade, igualdade e fraternidade-. No entanto, quando se observa os empecilhos enfrentados pela mobilidade urbana, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal presente no lema é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Sendo assim, urge a necessidade de refletir no decurso da história quais obstáculos se fizeram presentes para assim propor ações que possam reverter esse nefasto cenário.

Nesse contexto, durante o período colonial, o Brasil enfrentou inúmeras dificuldades para transportar as mercadorias entre as regiões. Entretanto, na segunda fase da revolução industrial, evoluíram a circulação de mercadorias e de informação, permitindo uma maior integração entre as regiões do planeta, viabilizando um desenvolvimento dos meios de transporte. Outrossim, em seu governo, Juscelino Kubitschek incentivou a industria automobilística, criando uma cultura em que ter carro era sinônimo de status social, iniciando um problema de mobilidade urbana no território brasileiro.

Sob esse viés, é notório que o espaço geográfico brasileiro sofre grandes problemas devido a locomoção, destacando os grandes centros de serviços e empregos. Assim, um fator motivador é a má qualidade do transporte público, que faz com que os indivíduos comprem automóveis que permitem maior praticidade e liberdade de ir e vir. Ademais, com o aumento cada vez maior de carros, o trânsito não flui com a velocidade desejada, fazendo com que motoristas e passageiros passem mais tempo no trânsito e fiquem estressados.

Diante disso, é levado em conta a necessidade de ações governamentais e civis para combater os problemas de mobilidade urbana. Em primeiro lugar, cabe ao Poder Executivo, no âmbito municipal, melhorar os transportes públicos, fazendo com que os indivíduos possam utilizar o serviço de forma eficiente e sintam-se satisfeitos, minimizando o uso do carro particular e diminuindo o inchaço de veículos. Em segundo lugar, cabe ao MTPA - Ministério do Transporte, Portos e Aviação Civil - realizar um mapeamento dos locais mais prejudicados com a mobilidade urbana e realizar rodízio de veículos, melhorando assim o fluxo urbano. Por fim, a própria população pode agir em conjunto, por meio de caronas solidárias, oferecendo os lugares vagos a outras pessoas por meio de redes sociais ou aplicativos de carona, fato que diminuiria a quantidade de veículos nas ruas. Só assim, esse problema será gradativamente minimizado. E como disse Oscar Wilde: ‘‘O primeiro passo é o mais importante para a evolução de um homem ou nação’’.