Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 07/07/2018
No ano de 1914, Henry Ford instalou a primeira linha de montagem de automóveis, dando início ao modo de produção Fordismo, o qual objetivava produzir em massa. Em decorrência disso, observa-se que, atualmente, automóveis e outros meios de transporte em rodovias são os mais comumente utilizados pela população brasileira, o que traz desafios à mobilidade urbana do Brasil, tais como o intenso tráfego causado tanto pelo excesso de caminhões quanto pela demasia de carros usados pelos habitantes.
Nesse sentido, uma das dificuldades da mobilidade urbana no Brasil é a abundância de caminhões nas estradas. O principal modal para o transporte de carga no país é o rodoviário, o qual é resultado do Plano de Metas de Juscelino Kubitschek na década de 50, visando ampliar e melhorar rodovias com a vinda de indústrias automobilísticas. Diante disso, nota-se recentemente que, as estradas ainda constituem o principal local para o transporte de cargas em território nacional. Por conseguinte, isso faz com que o tráfego nas rodovias seja intenso, uma vez que o número de caminhões é grande, além de prejudicar os indivíduos que precisam chegar rapidamente ao local de trabalho ou em outros lugares. Sendo assim, essa conjuntura é evidenciada conforme diz o anuário da Confederação Nacional do Transporte (CNT) que, na frota de caminhões, houve um crescimento de 84,3% de 2001 para 2016.
Ademais, o uso exacerbado de carros pelos moradores também é um fator que corrobora para dificultar a mobilidade urbana no Brasil. Atualmente, é grande a quantidade de famílias que possuem veículos, visto que durante o governo Lula, houve a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de automóveis, fazendo com que muitas pessoas adquirissem carros. Consequentemente, a quantidade dos meios de transportes nas cidades é cada vez maior, já que muitos indivíduos optam pelos seus próprios veículos ao invés do transporte público, fato que contribui negativamente para a poluição atmosférica. Dessa forma, essa situação é comprovada segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizado em 2010, o qual afirmou que 47% do total de domicílios no país possuem automóveis ou motocicletas para atender o deslocamento dos seus moradores.
Torna-se evidente, portanto, que os desafios em relação à mobilidade urbana no Brasil são resultados de fatores como o excesso de caminhões e veículos pessoais nas rodovias. Logo, pede-se ao Governo Federal que invista na malha ferroviária, por meio da implantação de mais ferrovias no país, para que diminua a quantidade de caminhões nas estradas. Cabe também ao Ministério do Transporte, juntamente com a mídia, incentivar a população à utilizar mais transportes públicos, por meio de campanhas televisivas, a fim de atenuar o intenso tráfego e a poluição para com o meio ambiente.