Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 05/07/2018

Segundo Gandhi, “o futuro depende do que fazemos no presente”. Nesse sentido, promover o planejamento urbano no agora é essencial para evitar maiores problemas a posteriori. Contudo, no Brasil, o rápido crescimento da frota de veículos de passeio e o inchaço repentino das grandes cidades neutralizou o planejamento do tráfego urbano.

É importante pontuar, de início, que, a indústria automobilística foi o “carro chefe” da industrialização brasileira. Essa foi uma decisão estratégica do Governo Federal para estimular os setores de produção de borracha, plástico, metais e combustíveis. Entretanto, esse estímulo ao consumo de automóveis também ocasionou efeitos colaterais indesejados. As grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador não possuíam infraestrutura urbana capaz de comportar essa frota crescente, que segundo dados do Denatran, já superou os 7,6 milhões de veículos na capital palista em janeiro de 2016.

É válido salientar, ainda, que a produtividade de um país depende essencialmente da dinâmica de suas cidades. Operários do setor produtivo, pequenos e médios empresários, profissionais liberais e servidores públicos que perdem horas no transito têm sua produtividade reduzida. Dessa forma, é preciso entender a infra-estrutura de transporte urbano como um investimento na produtividade do país. Isto é, investimentos em transporte público, como ônibus e metros, incentivo ao uso de bicicletas e aplicativos de carona não só contribuem para melhorar a qualidade de vída da população urbana, como também melhoram a produtividade nas cidades.

Cabe, portanto, ao Poder Público, em níveis municipais, o dever de solucionar estes problemas. Criando ciclo faixas, e disponibilizando bicicletas públicas para aluguel nas avenidas mais importantes das grandes cidades. Além de investir, financeiramente na qualidade do transporte público convencional.