Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/07/2018

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Essa afirmação da filósofa francesa Simone de Beauvoir pode ser facilmente aplicada ao contexto dos desafios da mobilidade urbana, já que mais espantoso do que a precariedade do transporte público é a naturalidade como a situação é tratada. Ademais, esse quadro tem origem incontestável na irregularidade de investimentos e a lenta mudança de mentalidade social.

É inegável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema, pois embora a Constituição Federal garante o direito de ir e vir dos cidadãos, mas há impasse que não permitem a locomoção dos indivíduos de forma eficiente e de qualidade. Segundo Thomas Hobbes, o Estado tem poder absoluto e indubitável, porém existem questionamentos no que diz respeito à aplicação regular de investimentos na melhoria da mobilidade urbana, haja vista que, quando o Governo não fornece serviços básicos para a população, como: fornecer transporte público suficiente  para atender a demanda do país, o contrato social, proposto pelo filósofo, será rompido.

Entrementes, outro aspecto a ser avaliado é a participação da mídia na diminuição do problema, por meio de comerciais e programas educativos que incentivem o uso de bicicletas para diminuir casos de superlotação. Outrossim,  a urbanização no Brasil ocorreu de forma rápida e desorganizada e só começou no Governo de Juscelino Kubitschek, em 1950. Contudo, o transporte público não acompanhou o avanço dos centros urbanos e, infelizmente, promoveu a diminuição da qualidade da locomoção da população, com ônibus, muitas vezes, sem estrutura para receber pessoas portadoras de deficiência e casos de  superlotação.

Com base no exposto e, em concordância com Newton, um corpo tende a permanecer em seu estado de movimento até que uma força atue sobre ele. Desse modo, a aplicação de uma força contra o percurso dos desafios de mobilidade urbana é imprescindível e essencial para combatê-los. A fim de atenuar o problema, é necessário que o Governo Federal, em parceria com a esfera Estadual e Municipal do Poder, elabore um plano de implementação de novos ônibus em regiões as quais mais necessitem, além de efetuar a crianção de novos locais de ciclovias em cidade brasileiras para, então, promover o acesso universal ao transporte público e, também, pode fornecer bônus como incentivo para os cidadãos comprometerem a usar bicicletas como meio de locomoção. Assim, é indispensável a associação do Ministério do Meio ambiente às emissoras de televisão para ampliar campanhas de abrangência nacional, com a finalidade de diminuir a superlotação incentivando a população a usar o transporte alternativo. Portanto, seguindo essas ações, o problema será amenizado no Brasil.