Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/06/2018
Não são poucos os fatores envolvendo a mobilidade urbana no Brasil. Basta observarmos o legado rodoviarista deixado por Juscelino Kubistchek para compreender o caos urbano vivido em muitas cidades. Desses, destacam–se a prevalência de veículos individuais e a má administração dos transportes públicos.
Segundo o Observatório das Metrópoles, o número de automóveis praticamente dobrou na última década. Isso se deve ao aumento da renda populacional, aliada a concessão de crédito ao consumidor. Embora, seja visto como benéfico, tal aumento tem impactado negativamente o trânsito das cidades, gerando grandes congestionamentos, bem como a poluição do perímetro urbano, prejudicando, dessa forma, a qualidade de vida da população que, além de perder até 3 horas do dia no trânsito, tem a saúde afetada pela baixa qualidade do ar.
Contudo, essa equação não está completa, há de se analisar também a má qualidade dos dos transportes públicos. Tal condição está atrelada a macrocefalia urbana e a precária administração por parte do governo que, muitas vezes é negligente à fiscalização das empresas rodoviárias. Essas, mesmo cobrando passagens onerosas, não prestam devido serviço à comunidade.
Logo, como afirma o educador brasileiro Paulo Freire, mudar é difícil, mas possível. E para isso, portanto, são necessárias medidas sinérgicas entre a população a fim de diminuir o trânsito diário, se mobilize para caronas coletivas e para o uso de transportes alternativos, com bicicletas, podendo serem disponibilizadas pelos empregadores. E por sua vez, o Ministério dos Transportes suspenda concessões dadas às empresas que não garantirem a qualidade do serviço rodoviário. Bem como incentivos fiscais as companhias que se dispuserem a investir em outros modais (metrôs, trens, barcos). Assim, esses problemas poderão ser atenuados e a longo prazo resolvidos.