Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/06/2018

De acordo com o geógrafo Milton Santos, a globalização e o fenômeno de metropolização das cidades gera um fenômeno de mobilidade limitada. Ademais, isso está cada vez mais presente nas grandes e médias cidades. Assim, deve-se analisar como o inchaço urbano e a omissão do Poder Público atuam na questão.

Indubitavelmente, o inchaço urbano é o principal responsável pela manutenção da dificuldade de movimento nas metrópoles. Isso decorre da industrialização tardia deste país e consequentemente, criação de estradas, rodovias e compras de novos automóveis. Assim, as grandes e médias cidades enfrentam cada vez mais problemas na locomoção, devido ao inchaço populacional e automobilístico. Não é à toa, então, que a dificuldade de movimentação seja algo cotidiano.

Atrelado à globalização e excesso populacional, nota-se que o Poder Público prejudica a questão de locomoção. Isso porque, embora a Constituição Federal de 1988 garanta o direito de ir e vir, o Estado impede a efetivação de muitas conquistas que constam nessa legislação. Muitos artigos reconhecem o direito à estradas de qualidade, rodovias e transportes públicos que viabilizem a movimentação, porém, essa não é a realidade no Brasil, pois os interesses socioeconômicos de alguns setores se sobrepõem à fiscalização das leis. Ademais, a mobilidade é cada vez mais prejudicada e vem afetando

Diante dos fatos supracitados, nota-se que a globalização e a omissão do Poder Público prejudicam à locomoção na atualidade. O Governo Federal, portanto, através do Ministério do Transporte, deve investir na compra de transportes públicos de qualidade e na criação e/ou reforma de  rodovias, estradas, ciclovias, por meio de subsídios aplicados em projetos de trânsito, com palestras e exposições feitas nas avenidas e praças públicas, por guardas de trânsito e secretários do transporte. Espera-se com isso, que o fenômeno descrito por Milton Santos seja, de uma vez por todas, amenizado.