Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 01/06/2018

“Fugere Urbem”

Em meados do século XVIII, o início das revoluções industriais causaram constantes mudanças no mundo, surgindo assim, a corrente literária do Arcadismo, no qual termos em latim tinham como principal ideia, a fuga dos problemas da cidade e volta à vida tranquila do campo. Nos dias atuais, tais pensamentos ainda cercam os cidadãos, em um contexto que a locomoção dentro dos grandes centros urbanos se tornou algo extremamente estressante e perigoso, a mobilidade urbana transformou-se em uma utopia para a população.

Em primeiro lugar, a inflexibilidade das locomoções é ônus da má estrutura econômica e financeira do país. Com o advento da exportação cafeeira no século XIX, deu-se início a uma grande industrialização e investimentos em logística na zona metropolitana de São Paulo, a partir disso, houve uma grande concentração da população na região sudeste. Dito isso, percebe-se que um dos principais problemas de fluidez das cidades brasileiras é a má distribuição de oferta de empregos. Desta forma, reavaliar este atual cenário encontrado e propor resoluções, tornam-se medidas urgentes.

Outrossim, o falho sistema de transportes públicos incita cada vez mais a utilização de meios de locomoção próprios. De acordo com o Reservatório das Metrópoles, a frota de veículos dobrou nos últimos dez anos, o que acarreta uma série de problemas como o aumento de engarrafamentos e emissão de gases poluentes. Sendo assim, é notório que a falta de investimentos nos transportes públicos é um dos principais fatores de agravamento do trânsito.

Torna-se evidente, portanto, que os casos de mobilidade urbana derivam de uma má estruturação geográfica e financeira. Por isso, primeiramente cabe ao Governo Federal disseminar a produção de empregos em todo o território nacional, facilitando a entrada de indústrias e a fabricação de produtos com matérias primas regionais, de modo a garantir mais empregos em várias localidades e não as polarizando. Em segundo lugar, cabe ao Ministério dos Transportes, melhorar o transporte público, adquirindo novas frotas e melhorando a infraestrutura já presente. Para que dessa maneira, o deslocamento não se torne uma fuga como a literatura árcade e, torne-se um motivo de conquista deste século.