Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 26/05/2018
O intenso processo de urbanização no Brasil se deu de forma rápida e desordenada, principalmente, nos grandes centros urbanos que atraíram, e ainda atraem, um grande contingente populacional em busca de mais qualidade de vida. Entretanto, a falta de planejamento e estruturação adequada para suportar a grande concentração populacional faz com que o cotidiano nas cidades seja repleto de desafios diários, verificando-se como o principal deles a questão da mobilidade urbana.
É importante pontuar, de início, que o crescimento da população urbana se deu, principalmente, na década de 60, como herança do plano do Nacional Desenvolvimentismo, do presidente Juscelino Kubitschek. A abertura de industrias no país, com destaque para a automobilística, contribuiu para o êxodo rural e fez com que a expansão da frota de automóveis fosse súbita, sem, contudo, adequar a infraestrutura urbana para atender a grande demanda de veículos, culminando no problema da mobilidade urbana, que se agrava continuamente. Isso se dá, ainda hoje, pela continuidade da aquisição de veículos particulares no país, fato que é comprovado pelos dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), que apontam um crescimento de 119% no número de automóveis no país em 10 anos, dificultando, cada vez mais, a locomoção nos grandes centros urbanos brasileiros.
Outrossim, o problema da mobilidade urbana no país vai muito além da dificuldade de se locomover. Os gases gerados pela queima de combustíveis dos veículos são prejudiciais ao meio ambiente e à saúde, visto que são gases que agravam o efeito estufa, aumentando a temperatura média do país, além de provocar diversas doenças no organismo humano, como problemas respiratórios. É desse modo, portanto, que o crescente número de veículos nas vias urbanas do país é prejudicial a população urbana e ao meio ambiente em diversos aspectos.
Frente ao exposto, fica evidente a necessidade de medidas que amenizem o problema da mobilidade urbana no país. Para isso, o Governo Federal deve destinar verbas públicas à criação de ciclovias no centros urbanos, a fim de diminuir o numero de automóveis em circulação e promover um meio de transporte limpo e que não gere poluição. Além disso, as empresas privadas e indústrias podem disponibilizar transportes coletivos a seus funcionários para o trajeto até o ambiente de trabalho, minimizando o números de automóveis particulares nas vias urbanas. Somente desse modo, será possível que a qualidade de vida na cidade não seja apenas uma expectativa, mas sim, uma realidade cotidiana.