Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 18/05/2018
Desde o surgimento do Iluminismo na França,entende-se que uma sociedade só progride quando um indivíduo mobiliza-se com o problema do outro.No entanto,quando se observa os desafios da mobilidade urbana no Brasil,hodiernamente,verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não,desejavelmente ,na prática.Dessa forma,a problemática insiste estar,intrinsecamente,ligada à realidade do país.Se por um lado,a Constituição Federal garante a qualquer cidadão o direito de ir e vir,por outro,a falta de serviços de qualidade oferecidos pelo Estado,além de educação no trânsito nos colégios corrobora uma locomoção urbana conturbada.
Em primeiro lugar,é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema.Segundo o filósofo grego Aristóteles “a política deve ser utilizada que de modo que,por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade”.De maneira análoga,é possível perceber que ,no Brasil,a precariedade da mobilidade nas cidades rompe essa harmonia,haja vista que o aumento de insatisfação da população que utiliza o transporte público agrava a locomoção urbana.Um exemplo da consequência disso é o crescimento de automóveis particulares para obter conforto,tendo em vista que muitos meios de transportes públicos estão em condições precárias.Entretanto,essa escolha proporciona um trânsito caótico,aumentando assim,o número de acidentes e mortes.
Outrossim,em face de tantos impasses diante do problema do tema,ainda há outro contexto para o seu agravamento.Sem dúvidas, a falta de conscientização social é um entrave para combater as falhas na mobilidade urbana.O líder político Nelson Mandela diz que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo.Nessa perspectiva,a melhor maneira para informar sobre os direitos e deveres básicos de um cidadão no trânsito é instruí-lo desde a infância.Sendo assim,as escolas têm um papel fundamental na formação social do indivíduo ao informar sobre medidas inclusivas nas cidades que melhoram o deslocamento dos cidadãos,como não estacionar em guias rebaixadas para cadeirantes. Infere-se, portanto, que os empecilhos para a locomoção nas cidades são atitudes inaceitáveis e,como tal,devem ser sanadas.Desse modo,cabe às cidades,com o apoio das empresas de transporte,aumentar o investimento atual nos transportes públicos e em sua manutenção e acessibilidade,diminuindo assim, sua precariedade e o uso de transportes privados.Além disso,as escolas,por meio do Ministério da Educação ,devem instituir palestras ministradas por psicólogos e professores que discutam medidas inclusivas para a mobilidade urbana,como a ampliação de vagas para deficientes, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus utilizando o conhecimento empírico,ou seja,o pensamento racional proposto pelo filósofo iluminista John Locke.