Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 19/05/2018
No que se refere aos desafios da mobilidade urbana, no Brasil, pode-se afirmar que a ascensão do tema traz à tona o debate sobre o inchaço urbano causado pela falta de diversidade de modais e a precariedade dos poucos existentes. Nesse sentido, é de extrema importância o investimento em novos meios de transporte e a manutenção dos que já estão em circulação.
Em primeiro plano, a concentração do modal rodoviário foi adquirida na época do então presidente Juscelino Kubitschek, com sua política de abertura econômica para multinacionais automobilísticas, reforçando até hoje a preferência por esse meio de transporte. Dessa maneira, observa-se a dificuldade de integrar meios alternativos de locomoção, visto que o Estado privilegia um em especial, oferecendo incentivos fiscais, o que deixa a mobilidade precária e desordenada. Além do mais, segundo Aristóteles, por meio da justiça pode-se alcançar o equilíbrio na sociedade, isto é, através da equidade de benefícios e incentivos para os meios de transporte alternativos, como ciclovias, metrovias e hidrovias, a comunidade pode viver em harmonia, já que poderão exercer seu direito de cidadania de ir e vir, de saúde, segurança e conforto, por conta, respectivamente, da facilidade de acessibilidade, de menores índices de gases tóxicos, de menores taxas de acidentes no trânsito e da economia de tempo.
Ademais, o próprio sistema rodoviário encontra-se em decadência, em consequência dos baixos investimentos na manutenção do transporte público desse modal, o que incentiva a compra de um meio individual de transporte, por conta disso, o site antp.org esclareceu o resultado desse feito mostrando que cerca de 80 pessoas que deixam de usar apenas um ônibus, ocupam cerca de 57 carros. Além disso, segundo Durkheim, a sociedade é como um corpo biológico coeso e igualitário, e para que ele funcione , o direito dos cidadãos deve ser cumprido, ou seja, garantir a acessibilidade a toda cidade, independente do meio, facilita a interação do corpo social e seu funcionamento.
Entende-se, portanto, que o Estado deve deixar de privilegiar empresas automobilísticas, principalmente quanto ao consumo de carros individuais, e deve investir em outros diversos meios de mobilidade pública, mantendo suas devidas manutenções. Então, cabe ao Secretaria da Mobilidade Urbana, obrigar o planejamento de ciclovias, faixas de exclusividade para transportes públicos e o projetos de metrovias, a todos municípios com população superior a 20 mil habitantes, assim como na lei de 2012 de mobilidade urbana, porém ela não era obrigatória. Também, cabe a Defesa Civil, monitorar e fiscalizar a legalidade e a seguridade desses transportes adquiridos. Por fim, cabe ao Governo Federal vetar incentivos fiscais as multinacionais de cunho automobilístico e beneficiar , através de capital, empresas que tenham projetos diversificados de transportes.