Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 09/10/2023

A Constitição Federal que foi promulgada em 1988, garante assegurar os direitos de todos os cidadãos. Conquanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a inclusão de pessoas com austismo no Brasil configura-se como uma falha no princípio de isonomia. Sob esse viés, faz-se necessária a análise da negligência estatal e da invisibilidade social.

De início, é imprescindível pontuar a falta de atuação dos setores governamentais no que se concerne à criação de mecanismos que supram esse desafio de integração. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de proficionalização necessária e a ausência de ambientes adaptados para acompanhamento e recepção dos portadores da síndrome.

Ademais, vale ressaltar que a invisibilidade é outro fator que desencadeia o preconceito e a dificuldade de inserção no âmbito social. De acordo com o educador Paulo Freire, “A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades.”. Logo, as pessoas portadoras do espectro são excluídas nos locais de convivências. Sendo assim, é indispensável que esse problema não se perdure mais.

Depreende-se, portanto, a necessidade de aplicar novas medidas para mitigar tais entraves. Para isso, compete ao Ministério da Educação promover a qualificação de profissionais da educação e informar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio de palestras e seminários, a fim de que haja respeito e igualdade. Desta maneira, haverá uma sociedade igualitária e justa.