Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 17/05/2023
A Revolução Francesa de 1789 foi o berço de todos os direitos e deveres constituídos na contemporaneidade, tais quais a liberdade e a igualdade. No entanto, a questão da inclusão de pessoas com autismo no Brasil atual é incongruente com esses princípios históricos, em virtude de erros públicos e coletivos. Assim, urge a análise precisa do imbróglio à luz de questões normativas e educacionais.
Nesse sentido, é válido pontuar o quanto a negligência governamental acerca do não cumprimento de lei que confirme a inclusão de pessoas com neuro divergência é responsável pela ampliação de obstáculos para inclusão deles na sociedade. Sendo assim, o filósofo Platão afirma que: “A política é a esfera para a realização do bem comum” - o que não é levado a sério pelos estadistas. Portanto, a integração será facilitada, nas diversas áreas de vivência do autista, quando esse assunto for tratado pelos superiores do país de forma mais efetiva e inclusiva.
Outrossim, com o resultado do descaso governamental as lacunas escolares serão um motivo de óbice, visto que, dificultará ainda mais a maneira que os profissionais irão lidar com pessoas autistas, possuindo pouca qualificação e recurso limitado nas escolas. Dessa maneira, Nelson Mandela cita que: “A educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo”. Sendo assim, quanto menos estímulos e motivações em meio estudantil o autista tiver, cada vez mais eles serão colocados à margem da sociedade, dificultando sua inclusão.
Portanto, é evidente que são fundamentais medidas para o entrave citado. Para isso, o Ministério da educação deverá investir e garantir que as verbas direcionadas às instituições públicas de ensino serão atribuídas corretamente. Sob essa ótica, o investimento deverá ocorrer por meio de profissionais especializados na área da psicologia nos ambientes escolares, bem como sua capacidade de tornar um ensino inclusivo. Tal fato tem como finalidade promover uma melhor qualidade de vida para pessoas com TEA ( Transtorno do Espectro Autista), que promoverá a convivência com os demais da sociedade em harmonia. Por conseguinte, facilitará a vida de pessoas menos favorecidas financeiramente, e permitirá a igualdade e liberdade de todos.