Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/08/2023

O quadro expressionista” O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pelos desafios na inclusão de pessoas com autismo no país é, amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais destacam a dificuldade de compressão de alunos com Transtorno de Espectro Autista (ETA) nas escolas e a grande barreira encontrada no mercado de trabalho.

Em primeiro lugar, constata-se a dificuldade de compressão de alunos com ETA nas escolas. Em uma série original da Netflix, “Atypical” retrata a vida de um personagem com espectro autista, mostrando as dificuldades cotidianas vividas pelo personagem, dentre eles, a falta de conhecimento das pessoas em sua volta ocasionado a perseguição dele pelas pessoas de sua escola. Segundo o MEC (Ministério da Educação) de todos os portadores de autismo no Brasil, somente cerca de 38% estão matriculados em escolas que não são especializadas no ensino de pessoas com necessidades especiais, assim mostrando um grande a ser problema enfrentado, pelos portadores da síndrome.

Ademais, é importante considerar, antes de tudo, uma grande barreira encontrada no mercado de trabalho. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 85% dos autistas brasileiros estão fora do mercado de trabalho. Nesse ínterim, de acordo com a ONU (Organização Nacional das Nações Unidas) o número de empregados autistas, mesmo tendo um aumento nos últimos anos, não passa de 20% dessa população, deixando em vista um grande problema presente para os portadores de ETA, mas por toda população.

Portanto, cabe o Ministério da Educação- órgão responsável por promover o ensino- juntamente com o Ministério do Trabalho desenvolver ciclos socias e palestras educacionais, a fim de proporcionar tal inclusão na sociedade. Logo, é fundamental que haja uma comunicação entre alunos portadores da síndrome com a classe e que empresas disponibilizem vagas para pessoas especiais.