Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/02/2023
A Constituição Federal vigente, promulgada em 1988, assegura direitos fundamentais para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Porém, a falta de inclusão de pessoas com autismo interfere no sistema harmônico do Estado brasileiro. Esse cenário antagônico, é fruto tanto da discriminação, quanto da falta de suporte nas escolas e espaços públicos. Dessa forma, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar a falta de conhecimento sobre o transtorno do espectro do autismo (TEA), como promotora do preconceito gerado em torno das características peculiares dos autistas. Partindo desse pressuposto, ainda que haja um ambiente familiar saudável, indivíduos com essa doença precisarão enfrentar a perseguição externa recorrente na sociedade brasileira. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a desinformação e a discriminação contribuem pra a perpetuação desse quadro deletério.
Ademais, é imperativo ressaltar que os desafios para a inserção de autistas na sociedade, derivam da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil, visto que, as leis para inclusão social são ineficientes. No ambiente escolar, falta qualificação de profissionais para atender as necessidades dos autistas, o que consequentemente interfere na vida profissional dos mesmos, tendo muitos que desistem da escola antes de finalizar o ensino médio.
Portanto, entende-se que a inclusão de autistas é um obstáculo intrínseco de raízes culturais e governamentais. Assim, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, promova campanhas que disseminem conhecimento sobre o TEA e que haja treinamento para que os professores saibam lidar com crianças e adolescentes autistas nas escolas. Desse modo, esses indivíduos terão uma vida digna como prevê a Constituição Federal.