Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 09/11/2022

Segundo o sociólogo Betinho, “o desenvolvimento humano só vai ser efetivado quando a sociedade civil afirmar estes 5 pontos crucias: igualdade, liberdade, participação, diversidade e solidariedade”. Tal ideia, no entanto, encontra barreiras para ser executada, sobretudo no Brasil, em que os desafios da inclusão de pessoas com autismo configura um problema a ser solucionado. Faz-se fulcral, analisar a negligência governamental e a omissão midiática como principais responsáveis pelo viés.

Nesse cenário, é preciso expor de que modo a máquina pública opera no revés. Acerca disso, o filósofo John Locke elaborou a teoria de Contrato Social, a partir do qual propôs que os humanos cedem sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles. No entanto, no país, esse contrato é diariamente rasgado à medida que as autoridades não ofertam propostas significativas que, potencialmente, objetivem promover políticas públicas na área da ciência que resultem em investimentos em pesquisas, tratamentos e diagnósticos mais rápido e eficazes contra o Transtorno do Espectro Autismo (TEA). Nessa lógica, embora a Constituição Federal garanta o direito à saúde, o segmento estatal inoperante não cumpre seu papel, viabilizando um descuido na saúde pública perante esse público.

Além disso, a displicência da mídia também agrava o impasse. A esse respeito, de acordo com naturalista Lamarck, “os indivíduos são fortemente influenciados pelo meio no qual estão inseridos”. Por esse ângulo, a rede publicitária atua como um veículo de informação, porém, considerável parcela da população não possui o conhecimento sobre o autismo e seus impactos na vida das pessoas portadoras, como dificuldades na comunicação e comportamento, questão que abre espaço, infelizmente, para o preconceito. Logo, a desinformação social deve ser extinta.

É urgente, portanto, que providências sejam tomadas para valorizar a comunidade autista. Nesse sentido, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem combater o preconceito contra as pessoas com TEA, por meio de projetos pedagógicos, como oficinas e palestras capazes de levar a empatia, a fim de requerer a efetiva inclusão desse grupo e garantir uma nação igualitária.