Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 09/11/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e proble-mas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a ineficiência na inclusão de autistas é um problema da sociedade brasileira, o qual dificulta a concretização dos planos de More. Esse ce-nário antagônico é fruto tanto da negligência governamental, quanto da indiferença da população. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é válido ressaltar que a adversidade se dá pela negligência governamental. Sobre isso, o filósofo Thomas Hobbes, dentro da obra “O Leviatã”, afirma que é função do Estado, a partir do Contrato Social , a imposição da ordem e das garantias naturais do indivíduo. No entanto, esse mesmo ente provoca empeci-lhos a inclusão dos autistas a partir do momento em que ele não efetiva o direito à igualdade na acessibilidade e no tratamento. Com isso, a cidadania é colocada em um plano imaginário e o óbice persiste.
Outrossim, vale pontuar segundo a afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, pode facilmente ser aplicada a ineficaz inclusão dos autistas, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Partindo desse pressuposto, a negligência da sociedade amplia o entrave, pois através das relações sociais e inserção desses individuais, que consequentemente o forma como cidadão comum, mas quando a sociedade discrimina os autistas, e são indiferentes, essa possibilidade de inclusão dos autistas é totalmente inviável.
Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de melhorar a inclusão de autistas no Brasil, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em contratação de moni-tores, através da capacitação de pessoas para auxiliar as crianças autistas em escolas. Desse modo, a coletividade alcançará a Utopia de More.