Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 24/10/2022

Autismo é uma sindrome que afeta, de várias formas, não só a comunicação de um indivíduo, mas também seu comportamento. Com isso, a socialização de uma pessoa autisma é dificultada, visto que, por ser diferente, é incompreendida. Nesse contexto, há a exclusão de pessoas com autismo no Brasil e seus desafios fudamentam-se tanto na falta de conhecimento da sociedade quanto na negligência estatal.

Nessa perspectiva, em relação a carência de conhecimento sobre o autismo, vale ressaltar o pensamento do filósofo Arthur Schopenhauer. Na lógica do intelectual, os limites do campo de visão de um indivíduo determinam seu entedimento a respeito do mundo. Logo, se as pessoas não possuem acesso à informação séria a respeito do autistmo, sua visão sobre o assunto será limitada, o que, por sua vez, fortalece a perpetuação da exclusão desse corpo social. Dessa forma, a inclusão de pessoas com autismo no Brasil, como nas escolas e no mercado de trabalho, depende da população conhecer as particularidades desses cidadãos.

Outrossim, cabe destacar o porquê há negligência governamental. Nesse sentido, de acordo com o economista Thomas Pikkety, a perpetuação de problemas sociais, como a exclusão de autistas, deve ser vista não como fruto de mera omissão das autoridades, mas sim como resultado de uma ação consciente delas. Isso porque, como afirma o teórico francês, os governantes sempre têm o poder de transformar uma realidade e, se não o fazem, é porque escolheram dar aval para a continuação do problema.

Portanto, ao elencar tais fatores, percebe-se que os brasileiros com autismo precisam ser melhor amparados pelo poder público. Para isso, cabe ao Governo Federal promover a inclusão desses cidadãos, por meio de um projeto educacional que objetive a disseminação de informações nos diversos meios de comunicação. Tal ação deve contar com divulgação de informações com embasamento científico e comprometidas com a verdade, que ensinem como socializar com esses indivúdos e como incluí-los respeitanto suas singularidades. Espera-se, dessa maneira, ampliar o campo de visão da sociedade sobre o assunto e, com isso, mitigar a exclusão de pessoas com autismo.