Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/11/2022

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu Artigo 6° o direito à igualdade como essencial para todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal perspectiva não se faz presente, uma vez que há desafios para incluir pessoas com autismo no Brasil. Nesse sentido, esse impasse é provocado não só pelo sistema educacional desatualizado, como também ao preconceito. Logo, faz-se necessário criar medidas para penhorar esse direito.

Sob essa perspectiva, o sistema de educação obsoleto é um desafio determinante para a intensificação do problema. Sendo assim, o método antiquado de permanecer o aluno sentado por horas dentro de uma sala de aula para ouvir explicações rasas e decorá-las impossibilita a inclusão do autista, que necessita de uma atenção especial para trabalhar sua criatividade e autonomia. Por isso, segundo o Atendimento Educacional Especializado, responsável em facilitar o processo de escolarização de estudantes com necessidades especiais por intermédio de um mediador, é preciso preparar os profissionais de educação no geral, para atender o autista dignamente e inseri-lo na escola.

Outrossim, ainda que indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) estejam estabelecido em um ambiente familiar e escolar saudável, precisarão enfrentar o preconceito externo. Sob esse viés, de acordo com o pediatra e neurologista infantil do Instituto NeuroSaber, Clay Brites, a falta de informação faz com que uma parcela da população veja os neurodivergentes como seres humanos problemáticos, que nunca se encaixam na estrutura normalizada existente. À vista disso, fica evidente que a desinformação a respeito do assunto cria um ambiente propício para o preconceito, que se torna outro desafio intensificador para incluir pessoas com autismo no país.

Portanto, o governo federal deve, por intermédio do Ministério da Educação, qualificar o professor durante a sua formação para lidar com indivíduos autistas e, por meio de campanhas nos principais meios de comunicação, informar a população a respeito da temática, a fim de inserir dignamente pessoas com TEA nas escolas e erradicar o preconceito na sociedade. Feito isso, o Brasil poderá se tornar uma nação igualitária como previsto na Constituição Federal de 1988.