Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/10/2022
A série “Atypical”, da Netflix, retrata a história de Sam, um adolescente com traços de autismo que busca sua independência. Ao longo da trama, é relatado todas as dificuldades que o personagem passa na sociedade. No entanto, percebe-se que a ficção não é diferente da realidade, uma vez que os desafios para a inclusão de pessoas com autismo são cada dia maiores. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à falta de auxílio do governo, mas também por causa do estigma enraizado.
Sob esse viés, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para garantir a inclusão de pessoas com autismo. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve assegurar o direito dos indivíduos, eliminar as condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Coforme pesquisas do Programa de Atenção aos Transtornos do Espectro do Autismo, 1 em cada 5 crianças já passaram por dificuldades em realizar o tratamento adequado do transtorno pelo Sistema Único de Saúde. Diante disso, percebe-se que a ineficiência estatal contribuí para o crescimento do problema.
Além disso, o estigma enraizado também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com concepções da escola de Frankfurt, a educação deve ter o papel de eliminar a barbárie, em prol da mudança social, porém, mesmo com ações educativas voltadas para a temática, o preconceito ainda é obstáculo recorrente às pessoas com autismo. Consequentemente, o pensamento retrógrado contribui para a dificuldade de inclusão e aprendizado desses alunos.
Portanto, conclui-se que a falta de auxílio do governo e o preconceito da população são os principais pilares da problemática. Assim, é necessário que o Governo Federal, responsável por atender os interesses do Estado e do povo, tome medidas para ajudar no diagnóstico e tratamento dos indivíduos, por meio de campanhas com o intuito de evitar dificuldades na saúde do indivíduo. Ademais, o Ministério da Educação deve fazer propagandas, por intermédio de televisões e cartazes sobre as características do espectro autista, com o objetivo de informar a população e eliminar o estigma enraizado. Enfim, visando uma realidade diferente abordada na série “Atypical”.