Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 18/10/2022

São Tomás de Aquino defendeu, durante a Era Medieval, que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Contudo, a questão da inclusão de autistas na sociedade brasileira contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que sofrem constantemente com o preconceito e a discriminação. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão estatal e de desleixo social que apadrinha o país.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito ao respeito e igualdade são garantidos a todos. Em contrapartida, o Estado não efetiva tal princípio, visto que a ausência de investimentos financeiros para facilitar o diagnóstico do autismo e aprimorar o convívio desses indivíduos no meio educacional são precários, o que corroboram o aumento da exclusão social. Com isso, essa coletividade recolhe todo o azedume dessa mazeza, já que as autoridades negligenciam essa área. Logo, mostra-se um governo ineficiente em garantir a essa parcela o Direito Constitucional conquistado.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático das escolas nessa temática. Na ótica de Hannah Arendt, que desenvolveu o conceito conhecido como banalidade do mal, o qual afirma que as atitudes cruéis fazem parte do cotidiano moderno e tornam as relações sociais cada vez mais caóticas. Sob esse viés, é substancial exigir um olhar mais atento dos colégios com essa agrura, pois muitos estudantes brasileiros, em alguns casos, manifestam, na prática, a cultura de hostilidade definida por Arendt, o qual motiva os casos de violência, como o próprio bulliyng vivenciado na escola por causo do silecimento desse âmbito com a questão do autismo. Dessa forma, enquanto, a banalização for regra,a paz será exceção.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa esfera, por meio de verbas destinadas para a solução dessas mazelas, ampliando a inclusão desses indivíduos no meio social e promovendo um melhor preparo e amparo para essas famílias, a fim de barrar o percuso de todo o caos. Desse modo, para que a citação de São Tomás de Aquino seja uma realidade brasileira.