Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 04/11/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 4°, o direito á promover o bem de todos, sem quaisquer formas de discriminação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com enfâse quando se trata dos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz- se imperiosa a análise dos fatores que favorecem a exclusão dos autistas na sociedade.

Em primeira análise, pode- se ressaltar a falta de medidas governamentais como um dos entraves para a melhoria dos autistas. Nesse sentido, tendo em vista que o autismo só foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da OMS em 1933, a incompreensão da condição autista delimita a integração dos sujeitos. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura- se como violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar as inúmeras dificuldades que os autistas encontram em variados âmbitos sociais. Diante de tal exposto, um exemplo disso é a dificíl inserção dos autistas no mercado de trabalho, devido a precária educação recebida como tal e ao preconceito intrínseco á sociedade brasileira. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende- se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que a Escola promova formação de cidadãos que respeitem as diferenças e valorizem a inclusão, por intermédio de palestras, debates e trabalhos em grupo que envolvam a familía, a respeito desse tema, visando a ampliar o contato entre a comunidade escolar. Assim, se consolidará uma sociedade mais empática, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”.