Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 22/10/2021
O autismo é uma sindrome cognitiva que afeta o desempenho social de um indivíduo. No entanto, se for incluso corretamente na sociedade, ele tende a ter uma vida normal. Assim, a série “The Good Doctor” explora esse universo, quando um autista se torna um grande cirurgião e adquire uma vida normal. Entretanto, distante da ficção, há desafios para a inclusão dessas pessoas na sociedade, uma vez que existe um grande desconhecimento da causa que está aliada a uma persistente falta de estrutura inclusiva. Portanto, é importante analisar a problemática e propor meios para resolvê-la.
Em primeiro lugar, a falta de conhecimento da sociedade contribui para a manutenção dos desafios dessa inclusão. Segundo Socrátes, filosófo, a ignorância faz mal ao homem e a sociedade. Nesse sentido, de acordo com dados de uma pesquisa publicada pela “VEJA Saúde”, 6 em 10 brasileiros não têm conhecimento algum sobre o assunto. Sendo assim, é exercido um olhar preconceituoso dessas pessoas com os autistas, muitas vezes, taxados como “doentes” e “anormais”, resultando na exclusão social e corroborando o pensamento de Socrátes.
Em segundo plano, convém destacar a falta de estruturas inclusivas que também contribuem para a exclusão social. A inclusão se inicia nas escolas, na educação básica. Contudo, existem diversos estigmas que cercam o assunto e impedem com que um autista chegue até uma sala de aula, sendo um deles o fato de não haver muitos profissionais capacitados para lidar no âmbito educacional, dificultando a inserção. Nesse sentido, uma reportagem do “G1” retrata que 70% dos profissionais da educação não estão preparados para lidar com uma pessoal autista, pois não tiveram formação precisa, evidenciando a falta de estruturas inclusivas.
Fica evidente, então, os desafios para a inclusão dos autistas na sociedade. Para tanto, é dever do Ministério da Sáude e do Ministério da Educação criarem uma política para o desenvolvimento de uma inclusão efetiva, por intermédio da promoção de campanhas publicitárias, debates na televisão, aulas e palestras que desenvolvam na sociedade o conhecimento e a capacidade para lidar com esses indivíduos, além de formarem profissionais capazes de auxiliar na educação. Além disso, o Poder Legislativo deve cirar e fiscalizar leis que atendam essa comunidade, fornecendo maior acessibilidade e criminalizando atos de preconceito. Dessa forma, haverá uma normalização dos autistas e uma inclusão efetiva.