Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 05/10/2021
“O amor por princípio, a ordem por base; o progresso por fim”. Esse lema positivista, formulado pelo filósofo francês Auguste Comte, inspirou a frase política “Ordem e Progresso” exposta na célebre bandeira nacional. No entanto, o cenário desafiador vivenciado no Brasil representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que o desafio de inclusão de pessoas com autismo representa um grave problema a ser enfrentado pela sociedade, resultando na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Desse modo, não só a negligência do Estado, como também a falta de empatia reflexo do individualismo solidificam tal mazela.
A princípio, é interessante pontuar que a negligência do Estado é uma das causas do problema no país. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é um direito social. Nesse sentido, imagina-se que o integração de autistas é garantido por tais direitos, pois se tratade uma ação social igualitária. No entanto, infelizmente, o Estado não atua em defesa do ponto de vista coletivo previsto constitucionalmente, já que grande parte da sociedade ainda sofre com essa paridade. Esse sofrimento ocorre pela ausência de instituições capacitadas. Portanto, é inadmissível a ineficácia do governo em não defender as garantias básicas da população verde-amarela.
Além disso, a problemática encontra terra fértil no individualismo e na falta de empatia. Isso é devido ao fato de que à ajuda só é direcionada quando possui caráter lucrativo. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência, o agravamento de obstáculos ainda maiores na vida daqueles que sofrem com esse desafio. Assim, essa liquidez que influi sobre a questão de igualdade de pessoas com autismo funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Portanto, são necessárias medidas capazes de resolver essa exclusão social. Para isso, imprescindível que o Poder Público por intermédio de conscientização da população sobre tais riscos de falta de amparo faça com que a inclusão de desses civis com atismo seja integrada, a fim de tornar um país cada vez mais igualitário. Assim, será consolidada uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu papel social, bem como o Brasil andará rumo à ordem e ao progresso.