Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/10/2021
Consoante com Thomas Hobbes, contratualista inglês, “É dever do governante assegurar o bem-estar de todos”. Contudo, na contemporaneidade, indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) são marginalizados na sociedade brasileira, sofrendo com desafios de integração social e garantia de direitos. Nesse viés, a falta de conscientização das massas sobre o TEA e auxílio estatal colaboram para a problemática.
Em primeira análise, é relevante apontar o estigma criado sobre portadores de autismo, enraizado na comunidade nacional e mundial. Nesse plano, no seriado “Atypical”, Sam, adolescente austita, vive diariamente uma batalha na socialização no ambiente escolar em busca da integração e laços interpessoais. Entretanto, em um espaço que falte informação para fortificação da base de acolhimento dos que precisam, a exclusão se fará presente.
Ademais, a ineficiência das políticas públicas para autistas no Brasil contribui para a estagnação da melhoria da qualidade de vida dos indivíduos. Outrossim, foi sancionada, na segunda década dos anos 2000, a lei Berenice Piana, que reconhece o autismo como uma deficiência e, por conseguinte, garante todos os direitos previstos aos deficientes brasileiros. Não obstante, na prática, a negligẽncia governamental, no apoio das escolas e tratamentos médicos para os portadores de TEA, expoẽ a indiferença com que é tratada tais questões.
Depreende-se, portanto, a necessidade de superar esses obstáculos. Por isso, é de suma importância que o Ministério da Educação elabore políticas públicas eficazes de integração de autistas nas escolas públicas por meio da criação de centros de ensino focados no melhor atendimento a essa parcela da população, com tutores especializados e atividades interativas. À guisa de arremate, a população portadora de TEA no Brasil será eficientemente atendida e preparada para o convívio social.