Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 24/09/2021

~ Na série estadunidense “Atypical” estrelada por Robia Rashid, é retratada a vida de Sam Gardner, um rapaz de dezoito anos diagnosticado com o Transtorno do Espectro Autista. Devido esta condição, os desafios presentes na adolescência se tornam ainda mais complicados para Sam. Assim como na obra cinematográfica abordada, observa-se que, na atual conjuntura brasileira essa é uma problemática que urge atenção. Dessa forma, faz-se necessário analisar os alicerces que sustentam esse estigma, a citar, a ausência de conhecimento sobre o transtorno  e a falta de políticas de saúde pública, no sentido de desbancar tais bases prejudiciais.

Em primeira análise, é importante destacar que a escassez de informações e conteúdos congruentes a respeito da problemática na formação educacional brasileira é um fator que colabora com a exclusão do autista nos diversos ambientes sociais. Ainda, dentro dos três diferentes níveis do transtorno, cada invivíduo pode ser acometido por diferentes comportamentos, alguns facilmente notados, porém alguns podem passar despercebidos. Visto isso, o cidadão que não conhece minimamente sobre o transtorno, tenderá a criar suposições erradas e tendo ações equivocadas. Logo, a ignorância e o preconceito prevalecem.

Ademais, em segundo plano, a Constituição Federal promulgada em 1988, em seu artigo 196 declara que a saúde é um direito de todos e dever o Estado garantido. Contudo, a falta de diagnósticos precisos, profissionais especializados e tratamento mostram que este direito encontra-se atualmente deturbado no país. Nesse sentido, é possível perceber que esta parcela da população e a família que necessita do amparo do governo enfrenta diversas dificuldades que, por vezes, podem ferir a dignidade humana.

Portanto, visando mitigar os entraves a resolução da problemática, algumas medidas cabíveis se fazem necessárias. Para isso, cabe ao Governo Federal, junto aos Ministérios da Educação e Saúde capacitar profissionais para aprestar palestras e cursos, os quais serão destinados a todos professores da rede educacional brasileira. Junto a isso, o governo deve incentivar pesquisas relacionadas ao tema, a fim de tornar o diagnóstigo e o tratamento mais adequado e preciso. Ainda, junto ao Ministério da Comunicação em parceria com as universidades locais, criar materiais sobre o autismo para divulgação em meios de comunicação, como rádios, redes sociais, jornais e confecção de cartazes. Dessa forma, a inclusão de pessoas com autismo deixará de ser um desafio distante, assegurando-se assim, a vida saudável e o bem- estar de todos, logo,  o país também vai contribuir com um dos objetivos presentes na “Agenda 2030” da Organização Mundial das Nações Unidas.