Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 11/09/2021
A renomada série da Netflix “Athypical” aborda sobre o autismo, trazendo o personagem Sam como um adolencente autista que, apesar da sua síndrome, vive suas experiências como qualquer outro adolecente. Dessa forma, o “streaming” mostra que o autista pode e deve conviver normalmente em sociedade. Nessa atmosfera, sendo a arte uma mera reprodução da realidade, é perceptível, cada vez mais, a presença de autistas no Brasil, abrindo margem para um assunto em discussão no país: os desafios da inclusão de pessoas com autismo. Nesse viés, pode-se afirmar que, a negligência Estatal e a escassez da abordagem do problema agravam esse entrave em questão.
Em primeira instância, é relevante abordar que o Estado tem se mostrado displicente ao se tratar das barreiras que excluem os autistas. Nesse sentido, segundo Milton Santos, cabe ao Estado garantir o bem-estar coletivo. De fato, o que disse o geógrafo, pode ser evidenciado no cotidiado quando há inefiácia Estatal ao que diz respeito a falta de infraestrutura preparada para incluir pessoas com essa síndrome ou quando não há profissionais preparados para introduzir o ensino de qualidade a eles. Desse modo, fazendo que as instituições escolares obtenha um bem-estar individual, priorizando apenas os estudantes que não possuem esse diagnóstico, fomentando, muitas vezes, um menor acesso aos que possuem.
Ademais, vale resaltar a falta de questionamento sobre esse tema. Sob essa ótica, de acordo com Socrátes, o diálogo é a chave para o conhecimento, isto é, só a percepção da ignorância levará o ser humano a buscar o aprendizado. Partindo dessa égide, enquanto os brasileiros fecharem os olhos para esse retrato social, o assunto em questão nao será debatido, logo não será difundido em meio a população. Dessa maneira, os índividuos continuaram ignorantes sobre a importância de incluir pessoas com autismo e quanto isso é representativo para uma nação tão diversa.
Ante o exposto, portanto, diante dos desafios supramencionados, é necessario a ação conjuta do Estado com a sociedade para ameniza-los. Seguindo essa linha de pensamento, é preciso que o governo, em parceria com o Ministério da Educação, invista em infraestrutura nos meios escolares, por intermédio de profissonais qualificados, fones de ouvido, sinais de intervalo mais brandos e atividades individualizadas de acordo com a necessidade de cada aluno, com a finalidade de expandir a inserção dos autistas no meio social. Somado a isso, a Organização Mundial de Saúde, em parceria com o governo, crie estratégias buscando trazer conhecimento para a população, por meio de rodas de bate-papo, com profissionais de saúde e pais com filhos diasgnosticados dialogando com as pessoas sobre esses desafios, com fito de transferir a boa convivência do personagem Sam para a vida real.