Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/09/2021
A série americana “The Good Doctor” mostra a rotina do Dr. Shawn (jovem cirurgião e autista) no seriado mostra todas as dificuldades e preconceitos que ele enfrenta para conciliar sua carreira, sua vida pesssoal e a doença. Desse modo, na contemporaniedade, os desafios para ser incluso na sociedade de uma pessoa portadora de autismo é muito cruel, devido que muitas pessoas não sabem o que fazer perto de uma pessoa com TEA - Transtorno do Espectro Autista - assim também como muitos são preconceituosos. Sendo assim, torna-se pertinente analisar as principais causas da dificuldade de inclusão e o motivo de tamanha intolerância.
A priori, apenas em 1993 que o autismo foi adicionado à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, em adição é notório que a sociedade brasileira não sabe se comportar ou até mesmo reagir quando estão diante de um autista. Em consequência disso, nota-se que o governo não faz questão de manter os indivíduos informados sobre a doença, nenhuma campanha, nem comerciais, nada que divulgue a realidade e mostre como lidar com eles. Consequente, tornando difícil sua inclusão no meio social.
Posteriormente, segundo a USP - Universidade de São Paulo - estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas. Porém, muitas dessas pessoas não sabem que possuem o diagnóstico, já que, nem todo mundo apresenta sintomas preocupantes, por outro lado, os indivíduos que os sintomas são visíveis recebem muitos preconceitos por parte de cidadãos que não entendem sobre o TEA, visto que, quando a população veem crianças dizem que estão fazendo birra, que os pais não cuidam e que estão precisando de atenção, com essas atitudes acabam deixando o autista mais nervoso e piorando a manifestação da doença.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para erradicar todas as dificuldades e intolerância com o autismo no Brasil. Em síntese, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as mídias digitas, trabalhar diariamente na divulgação de medidas ao combate do preconceito, compartilhamentos de informações sobre como agir e os cuidados com o autista, por meio de palestras com neurologistas e psiquiatras, campanhas nas escolas e divulgações nas redes socias, a fim de que as pessoas se consientizem e entendam que é uma doença que requer cuidados e não ataques de ódio.