Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 31/08/2021

A série norteamericana “Atypical” apresenta o cotidiano de Sam, um adolescente autista que convive com o transtorno e busca se inserir na sociedade apesar de todas as barreiras existentes. Fora da ficção, no Brasil, tal barreira se torna mais presente e resistente. Isso se evidencia não apenas no preconceito direcionado a pessoas autistas, como também na ausência e desvalorização de políticas públicas para essas pessoas.

Diante desse cenário, é possível destacar a discriminação de pessoas que convivem com o transtorno do espectro autista como um empecilho. Atrelado à essa discriminação nota-se uma grande falta de conhecimento acerca do assunto, promovendo uma generalização de discursos equivocados e provocando uma narrativa pejorativa a respeito de como realmente são as pessoas com TEA e como elas podem ser tratadas. Culminando na exclusão destes na sociedade.

Além disso, a precariedade das leis existentes e a inexistência de outras, que poderiam ser de grande assistência para essas pessoas, faz falta no nosso país. A negligência do Governo Federal pode ser notada, por exemplo, no desinteresse por parte do ministro da educação em aprimorar e melhorar o programa que visa a inclusão de pessoas com deficiência no ensino regular, e sim a segregação destes em escolas especializadas. Minguando ainda mais as instáveis relações socais entre pessoas com deficiência e outros.

Depreende-se, dessa forma, a necessidade de ações interventoras com o fito de amenizar a questão. Para isso as escolas e o Governo Federal, devem por normas e novas leis, promover a interação de indivíduos com TEA em salas de aula e nos âmbitos sociais. Nesse sentido, o intuito de tal ação é compartilhar experiências e formar uma rede de informação segura e, consequentemente, desmitificando as concepções erradas em relação ao autismo.