Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 25/08/2021

O autismo é um transtorno que afeta o sistema nervoso e influencia na forma como uma pessoa se comunica e interage com as outras. A partir dos anos de 2000, a luta pela inclusão aumentou, isso aconteceu, pois para sair da margem da sociedade, os autistas reivindicaram o seu direito de ter um lugar nela. Entretanto, o preconceito relacionado a eles ainda persiste, o que deixa isso evidente é o fato que ainda tem escolas que rejeitam a matrícula dessas crianças. Já no caso dos adutos, é mais difícil conseguir um lugar no mercado de trabalho. Nesse contexto, torna-se pertinente uma discussão para solucionar os desafios da inclusão de pessoas autistas no Brasil.

A priori, vale ressaltar que a Constituição de 1988 garante acesso à educação como um direito a todas as pessoas com qualquer tipo de deficiência. Todavia, muitas crianças têm esse direito violado, pois ainda há escolas que não fazem as suas matrículas. De acordo com o Censo Escolar, apenas 77.102 autistas frequentam os colégios regulares, porém esse número é baixo. Dessa forma, fica evidente que a inclusão desses alunos precisa acontecer imediatamente, pois eles ainda são excluídos de alguns ambientes escolares.

Outrossim, outro problema que as pessoas autistas enfrentam é a dificuldade de conseguir e de permanecer em um emprego. Na obra cinematográfica “The Good Doctor”, é retratada a vida de um médico que tem autismo. Nesta série é mostrado como foi difícil para ele conseguir um trabalho e, também, é explicado como ele lida com o preconceito. Além disso, o protagonista é frequentemente questionado se possui capacidade para lidar com certas situações. Em suma, mesmo tendo se formado em uma ótima faculdade e receber vários prêmios, o médico ainda precisa provar que é competente e que não é inferior aos demais.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa maneira, a Câmara de Deputados deve criar um projeto de lei para multar as escolas que rejeitarem os alunos com autismo, para que assim eles possam ter o direito de escolher a sua instituição de ensino. Além disso, seria interessante se o Ministério da Educação criasse e disponibilizasse cursos e treinamentos para os educadores. Assim, a educação inclusiva será aperfeiçoada e, como consequência, os professores estarão aptos a lidar com essas crianças. Ademais, o Estado deve realizar campanhas, em parceria com a mídia, em horários nobres, para explicar à população o que é de fato o autismo. Dessa forma, eles não irão ser submetidos a falsos estereótipos. Se essas medidas forem tomadas, o preconceito irá diminuir e a inclusão de autistas na sociedade brasileira funcionará, pois eles não serão julgados, assim, poderão viver como os outros.