Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 25/08/2021
Idealizado pelo filósofo Raimundo Teixeira, em 1889, com base nos princípios do positivismo, o lema “Ordem e Progresso” - escrito na bandeira brasileira - expõe um dos objetivos da nação verde-amarela: o avanço da sociedade mediante a defesa da ordem. Note-se, todavia, que tal propósito se restringe à teoria, uma vez que os desafios para inclusão de pessoas com espectro autista configura-se como um grave problema a ser sanado. Nessa lógica, compreende a ausência de medidas governamentais e apatia social como principais causas dos revés é fundamental.
Diante desse cenário, é o oportuno mencionar o governo como órgão encarregado de promover o bem-estar da população. Entretanto, no Brasil, o poder público omite ações que atenuar a exclusão de pessoas com autismo, como a criação de políticas de inserção mais efetiva. Tal conduta, refletida diretamente nas pessoas portadoras da síndrome, que se encontram desamparadas pelo Estado. A esse respeito Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, conceito o conceito de “instituição zumbi”, segundo o qual as entidades, apesar de manter a sua essência, perderam sua função. Desse modo, infelizmente a autoridades só demonstram a sua inoperância.
Ademais, convém apontar a falta de empatia como impulsionador do problema. Nesse sentido, a “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel no livro “A Metrópole e a Vida Mental” - quando ocorre o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Sob esse viés, a banalização da segregação de pessoas com espectro autista advém da insolidez das relações humanas, as quais deveriam ser responsáveis pela formação de laços sólidos no tecido social, e ainda inaceitar recorrências como essa. Logo, é inadmissível que tal postura continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a urgência de intervenções com o fito de amenizar a questão. Para isso, urge que as comissões da Câmara e do Senado, criem projetos de lei que atentem para a Inclusão de autistas, um fim de garantir uma integração na sociedade dos mesmos. E, ainda, cabe ao Mec - instituição responsável pela educação -, através de palestras nas escolas, instituir debates, com o intuito de saliente dos alunos a respeito da gravidade do problema. Assim as novas gerações construirão um mundo melhor.