Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 05/11/2021

Na série estadunidense “Atypical”, é retratada a vida de Sam Gardner, um jovem que, em virtude do Transtorno do Espectro Autista (TEA), enfrenta várias dificuldades cotidianas. Assim como na obra cinematográfica, observa-se que, na conjuntura brasileira atual, existem fortes obstáculos para a inclusão de pessoas autistas. Nesse sentido, é importante mencionar as concepções preconceituosas relacionadas a esse transtono e à omissão estatal como grandes causadoras dessa problemática.

Dessa forma, a desinformação social acerca do autismo contribui para a manutenção de pensamentos equivocados e preconceituosos quanto aos portadores dessa condição. Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, aprender auxilia na formação mais humanizada do indivíduo. Nessa perspectiva, percebe-se que a carência informaconal traz sérios problemas sociais, além de debilitar as habilidades socioemocionais, afetando, principalmente, os acometidos pelo TEA.

Ademais, é fundamental apontar a ineficiência dos preceitos sociais existentes a respeito da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, os quais intensificam a precariedade desse quadro. Desse modo, apesar da Constituição federal de 1988 prevê, em seu artigo 6 °, o direito à igualdade como imprescindível a todo cidadão, essa lei não é concretizada, visto que não há investimentos suficientes para que a parcela populacional que vivencia esse transtorno tenha condições equivalentes ao restante da população.

Portanto, é mister que o Estado adote medidas que minimizem esse empecilho. Para isso, é crucial que o Ministério da Educação (MEC) realize, por meio de recursos públicos, campanhas que incentivem a inserção de indivíduos com autismo em todas as esferas sociais, além de fortaler as normas vigentes juntamente com o poder legislativo. Espera-se, com essas medidas, que a vida de Sam configure somente mais uma narrativa televisiva.