Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 16/08/2021

Durckheim defendia que a sociedade prevalece coercitivamente sobre o indivíduo. Nesse sentido, é visível que uma sociedade marcada pela exclusão de diferenças, influencia na polarização e sistematização do indivíduo autista. Dessa forma, destaca-se a importância de debater sobre a inclusão de pessoas com transtornos mentais.

Em primeiro lugar, é cabível salientar o papel coletivo da sociedade na inserção de uma pessoa autista. A constituição Federal de 1988 define que todos são iguais perante a lei, mas a realidade é oposta. Pessoas autistas são frequentemente superestimadas e infantilizadas, em que, em escolas são submetidas, em uma tentativa de inclusão inadequada, a fazerem suas tarefas separadamente do restante da classe, logo, criando uma barreira entre a socialização dos mesmos. Desse modo, ocasionando uma parcela cada vez mais oprimida por não ser compreendida pela comunidade.          Ademais, é relevante analisar o papel da mídia na ruptura de padrões. Na série, The good doctor, o personagem Shaun é um médico autista que é diariamente sistematizado como incapaz, sendo muitas vezes recusado por pacientes, mas o jovem doutor quebra expectativas ao mostrar um excelente trabalho. Esse cenário, visto por pessoas em uma mesma situação, influência positivamente ao mostrar que o autismo não é um empecilho para fazer o que quer. Assim, afirmando a importância da representatividade nos meios de comunicação.

Portanto, é notório o valor da apolarização para o bem social. Nessa conjuntura, cabe ao Ministério da Saúde, responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltadas para a assistência à saúde dos brasileiros, em parceria com o Ministério da educação, promover a partir de escolas e meios de trabalho a participação igualitária e não a diferenciação de pessoas com autismo, onde todos farão as mesmas atividades e, que, com mais incentivo possa desconstruir a ideia de que o cidadão autista é desqualificado para trabalhar ou estudar. Dessa maneira, constituindo um novo ciclo de respeito e aceitação que siga seriamente a constituição, de modo que haja mais bem estar.