Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 10/08/2021

Ao analisar as princípios culturais das sociedades antigas de Roma, observa-se aspectosos quais podem ser vistos hodiernamente,contudo, resignificados.Posto isso, tem-se que os cidadãos,da Península Itálica,tinham o costume de marginalizar e até sacrificar os indivíduos portadores de qualquer doença física ou mental,usando a justificativa de serem inferiores e incapazes de exercer atividades com a mesma maestria que os demais.Tal premissa passou por mudanças cronológicas e hoje corrobora para que os portadores de necessidades especiais, como os autistas, tenham dificuldade de inclusão social, seja por falta de conhecimento e empatia ou por falha na aplicação legislativa .

Em primeira lugar, cabe ressaltar que a reformulação nos pensamentos dos povos romanos pelos brasileiros reflete a ligação com o passado pela continuação da exclusão dos portadores de necessidades especiais.Contudo, vale destacar que,hoje,os indivíduos já possuem ferramentas e estudos que esclarecem todas as questões que os antigos não tinham conhecimento.Dessa forma, a não inclusão de pessoas com autismo tornou-se mais uma questão de falta de busca por informação pelos indivíduos e empatia desses para com o próximo do que um quesito cultural.Portanto,torna-se necessário um estímulo à busca pelo conhecimento entre os cidadãos,para que as pessoas dentro do espectro austista sejam incluídos de forma plena nas escolas,trabalhos e espaços públicos sem sofrerem preconceito.

Em segundo lugar, tem-se que, apesar da constituição brasileira contemplar inúmeras questões de inclusão e igualdade, ocorre uma falha enorme na aplicabilidade desses quesitos na prática.É como,o famoso escritor medieval,Dante Alighiere em sua obra “A divina Comédia’’,usa da máxima de que as leis existem,mas quem as aplica?!.Tal questionamento casa com os acontecimentos recentes,publicados nos jornais, a respeito da negação de matrícula de pessoas no espectro pelas escolas da região de Belo Horizonte, o que vai de encontro com a lei do direito de estudo e inserção de todos previsto na Carta Magna do país.

Feito essa análise, fica claro que a inclusão de pessoas portadores de autismo, além de um resquício do passado é uma problemática de falta de informação e falha legislativa.Com isso, tendo o Estado como a intituição responsável por zelar do bem comum da nação, deve implementar um aumento da fiscalização da aplicação da lei de inclusão social nos meios estudantis e laboriais, sendo essa,feita com a nomeação de pessoas do executivo especializadas nesse âmbito apenas.Ademais,devem promover palestras de informação do espectro nas áreas comuns das cidades com pessoas renomadas na área para promover a empatia dos demais pela informatização.