Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 17/08/2021

O autismo é uma síndrome que afeta a comunicação, a socialização e o comportamento dos indivíduos, o que dificulta sua integração. À vista disso, a Organização das Nações Unidas estima que há 70 milhões de autistas no mundo, contudo, ainda que haja tal contingente democrático enfrentando essa doença, não lhe é dada a devida urgência. Porquanto, muitos civis não só são desprovidos de informações sobre o autista, como também retardam seu desenvolvimento e a sua inclusão social por conta disso. Nesse hiato, é imprescindível avaliar como o nível de saber pode frear ou acelerar o progresso nacional no acolhimento dos autistas no tecido social.

Precipuamente, é lícito postular que as características do autismo são específicas e multáveis em intensidade para cada caso. Com efeito, por causa da falta de conhecimento a respeito desse transtorno, a síndrome demorou de ser identificada e adicionada à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde. De forma símile, ainda na contemporaneidade, o autismo é pouco discutido e dificilmente diagnosticado devido às dúvidas quanto à forma como se manifesta. Assim, esse cenário dificulta a ação do governo e suas medidas públicas, uma vez que não se sabe se as instituições, mercado de trabalho e escolas, são capacitadas para receber todos os autistas.

Outrossim, é nítido que o diagnóstico tardio agrava os efeitos do autismo e retarda o desenvolvimento do deficiente. Nessa conjuntura, a minissérie do fantástico, Autismo: Um universo particular, mostra como o tratamento precoce com a terapia comportamental e a orientação de psiquiatras e pediatras pode proporcionar uma vida com maior autonomia e suavizar as características do autismo. Todavia, por outro lado, crianças que demoraram de iniciar o tratamento enfrentam maiores dificuldades com seu autocontrole. Por conseguinte, depreende-se que a inserção de um autista no corpo social depende do grau da doença desenvolvida e do modo como ele é apresentado ao mundo.

Infere-se, portanto, que o autista deve ser foco de estudo e propaganda com o intuito de maximizar os cuidados e promover políticas efetivas para incluí-los. Desse modo, o Ministério da Saúde e o da Educação, por meio da petição de subsídios, mediante as leis orçamentais, ao Tribunal de Contas da União, deve criar instituições de ensino específicas que diagnostiquem as crianças portadoras de autismo, além de proporcionar um tratamento comportamental que possibilite os pais e profissionais observar se essa criança está preparada para viver em sociedade e integrar o ensino regular. Ademais, o Estado deve criar propagandas com crianças e adultos autistas para desmistificar o autismo. Dessarte, espera-se, por fim, incluir os 70 milhões de autistas no mundo, começando pelos brasileiros.