Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 23/07/2021
Na série televisiva “Atypical”, é retratada a vida de Sam, é um jovem autista que vive a sua vida normalmente, frequenta a escola, possui um emprego, inicia expepriências amorosas e vai a faculdade. Fora da ficção, essas vivências para esses indivíduos, muitas vezes não são uma realidade, uma vez que há uma resistência da sociedade em incluir pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no meio social. Nesse sentido, no Brasil há diversos desafios para a inclusão dessas pessoas nos espaços, principalmente no âmbito escolar e por consequência na sociedade em geral, devido a desinformaçao a cerca dessa síndrome.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a inclusão dos autistas desde a infância na escola é fundamental para que eles tenham acesso à educação e possam ter a oportunidade de se integrarem no âmbito social. Tal fator supre o pensamento de Freud, no qual afirma que as experiências vividas na infância influenciam o comportamento da pessoa em toda sua vida. No entanto, a exclusão desses indívduos impossibilitam que eles tenham uma vida igualitária, e no espaço escolar, um fator determinante para essa exclusão, é a falta de capacitaçao do corpo docente, visto que pessoas com TEA, necessitam de uma atenção diferenciada no processo de ensino-aprendizagem.
Por conseguinte, a falta de informação acerca do TEA, contribui significadamente para a exclusão desses indivíduos no corpo social. Assim sendo, essa desinformação causa uma alienação sobre esse transtorno, o que leva ao preconceito e a discriminação. Tal problemática, é retratada na série norte-americana “The Good Doctor”, em que o protagonista é um médico autista e é constantemente discriminado pelos seus colegas de trabalho que duvidam da sua capacidade de exercer a profissão. Nesse sentido, a ignorância por parte da população é um fator limitante para o desenvolvimento cognitivo dos autistas, que apesar de precisarem de cuidados diferenciados, são capazes de exercer e fazer o que quiserem.
Fica evidedente, portanto, que medidas são necessárias para superar o quadro atual. É mister que o Governo Federal, em parceira com o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, cursos de especialização sobre o TEA para os profissioanais da educação, a fim de capacitá-los, para que assim, aprendam a lidar com as diferenças e adaptem o modo de ensino. Além disso, urge também que esses orgãos promovam campanhas nas redes escolares, televisivas e sociais, com o intuito de informar a população sobre o autismo e dismitificar a ideia errônia sobre tal transtorno. Dessa forma, tomando medidas como essas, os brasileiros autistas poderão ter uma vida semelhante a de Sam em “Atypical”.