Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 22/07/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, quando se observa os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, dentre os quais, a dificuldade de diagnóstico e tratamento dessa enfermidade, constata-se que esse impasse impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na práxis e a problemática persiste à realidade da nação. Nesse âmbito, nota-se que os impasses como: os escassos investimentos públicos em educação e a falta de interesse e apoio social pleno quanto a essa questão devem ser superados de imediato, para que um modelo societário integrado seja alcançado. Em uma primeira análise, vale ressaltar que os escassos investimentos públicos em educação, o é o principal fator para a permanência desse revés. Isso pode ser relacionado à teoria de Durkheim. De acordo com o pensador, o corpo social funciona como um corpo biológico, em que todas as suas partes integrantes possuem influência uma sobre as outras, isto é, o que ocorre com uma parte da sociedade reflete-se no todo de algum modo. Dessa forma, como são insuficientes investimentos em educação, ou seja, em pesquisas científicas que visem investigar sobre como identificar os sintomas de uma pessoa com autismo e sobre como realizar o tratamento mais eficaz para esse indivíduo, de modo que a inclusão desse grupo conjunto societário seja facilitada, tem-se como corolário, a marginalização desse grupo perante a sociedade. Ademais, como agravante, tem-se a falta de interesse e apoio social pleno quanto a essa questão. Sobre isso, de acordo com Schopenhauer, o ser humano é essencialmente egoísta, sendo motivado pela busca do próprio bem-estar e pela manutenção de sua própria existência. Dessa maneira, caso alguém não se sinta prejudicado por um problema social, há a tendência de este sujeito não se preocupar com o assunto e, assim, não exigir seu combate. Atrelando esse pensamento a temática, como não são todos os brasileiros que são portadores de autismo ou se relacionam com pessoas portadoras e enfrentam os obstáculos para uma inclusão efetiva na sociedade, não há a devida pressão popular, a fim que o governo atue sobre essa problemática, o que permite um relaxamento no seu combate, consequentemente, sua constância. Destarte, torna-se evidente que a temática apresenta diversos percalços, dentre os quais, os escassos investimentos públicos em educação e a falta de interesse e apoio social pleno quanto a essa questão .Portanto, para minimizar os aspectos em pauta, é dever do Ministério da Educação e Cultura, órgão responsável por fomentar o intelecto de todos os cidadãos brasileiros, por intermédio de palestras e atividades lúdicas nos institutos educacionais, instruir e alertar alunos e responsáveis sobre as questões relacionados ao autismo e sobre como contribuir para cobrar a eficaz inclusão dessas pessoas no conjunto societário, com a finalidade de mitigar esse problema. Com isso, os preceitos apresentados na Declaração Universal serão ratificados e uma sociedade integrada alcançada.