Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 13/07/2021

Na literatura brasileira, Machado de Assis já retrata a discriminação de pessoas com deficiência, na sua obra realista Memórias póstumas de Brás Cubas , cujo personagem é apaixonado por uma mulher, mas não se casa com ela por ser “coxa”. Atuamente, na realidade brasileira, as pessoas com transtornos neuropsiquiátricos também sofrem com a exclusão social. Nesse contexto, os desafios da a inclusão de pessoas com autismo no Brasil configura-se como uma problemática que tem como pilares uma sociedade desinformada e a falta de politicas de inclusão no âmbito escolar.

Em primeira análise, é válido destacar que  a desinformação da sociedade, em relação ao transtorno do espectro autista, é uma das principais desencadeadoras da exlusão social, uma vez que tudo aquilo que é desconhecido causa medo e, como consequência, tem-se a dificuldade de inserir essas pessoas na sociedade,já que a falta de informação leva ao preconceito e à discriminação. Sob essa perspectiva o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo, logo, se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o autismo, sua visão será limitada. Desse modo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário.

Outrossim, a falta de politicas de inclusão nas escolas dificultam a incersão do individuo na sociedade. Nesse contexto, vale mencionar as deficiências no modo como as intituições de ensino aplicam os conteúdos para os estudantes autistas. Atualmente, não há, na maioria dos casos, nem escolas nem universidades da rede pública que tenham uma linguagem ou materiais específicos para atender os portadores de autismo, fato que, por si só, alimenta as disparidades da qualidade do preparo entre o aluno não autista e o autista, desfavorecendo, assim, o ingresso dos portadores desse transtorno no mercado de trabalho e ainda prejudicando a integração da sociedade com os mesmos. Como mostra os dados do G1, apenas 26% das escolas brasileiras são eficientemente inclusivas. Logo, é preciso investir na base da educacional para tornar a inclusão eficaz para o aprendizado.

Ante o exposto, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com a mídia, informar sobre transtornos neuropsiquiátricos e sobre como os indivíduos que os possuem podem levar uma vida normalmente, isso por meio de campanhas de erradicação ao preconceito, alem disso cabe também ao MEC investir na base de educação inclusiva, como em infraestrutura e materiais didáticos específicos, como também promover a qualificação dos docentes para melhorar o ensino inclusivo, com o fim de não apenas incluir, mas educar de forma eficaz.  Dessa forma, os desafios para a inclusão dos autistas no brasil serão solucionados.