Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi relatado pela primeira vez em 1943 pelo psiquiatra Leo Kanner,  a síndrome afeta múltiplos aspectos da comunicação, além de influenciar também no comportamento do indivíduo. Ao longo dos anos 50 e 60 a causa da TEA foi apontada por pais emocionalmente distantes, isso exibe a forma como esse  distúrbio é visto desde o princípio. Seguindo essa óptica, pode ser visto no hodierno cenário os obstáculos que os autistas enfrentam para o diagnóstico, no tratamento adequado. Nesse sentido, fica claro a necessidade de uma maior visibilidade desse transtorno no Brasil, para que os indivíduos portadores do TEA tenham uma melhor qualidade de vida e sejam melhor inclusos na sociedade.

Segundo dados expostos pelo CDC (Center of Deseases Control and Prevention), existe um caso de autismo a cada 110 pessoas, dessa forma, estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas. Junto a informação supracitada, uma pesquisa da Academia Americana de Pediatria, expôs que a melhores resultados quando o tratamento é iniciado o mais cedo possível,  nesse ponto precisa que haja mais esclarecimento social e científico dessa síndrome. Assim, a falta de profissionais qualificados e informação sobre o TEA,  geram a ineficácia do sistema de saúde para essa problemática.

Ademais, a intervenção baseada em caráter biológico é fulcral para que haja uma melhor qualidade de vida seja efetivada. Dessa modo, a Constituição Federativa do Brasil garante que todos devem ter acesso à saúde pública. Esse acesso é garantido desde 2012 para que as pessoas autistas possam ter o devido atendimento à condição apresentada. Todavia, o sistema de saúde brasileiro enfrenta inconvenientes diários para acometer pessoas que necessitam de uma atenção especial. Por conseguinte, á necessidade do Governo arrecadar mais verba e espaço exclusivo para o tratamento do autismo.

Em suma, pessoas com transtorno do espectro autista buscam diariamente viver transcendendo as barreiras impostas pela sociedade. Cabe ao Ministério da Educação, responsável por balizar as questões das matrizes de ensino, inserir cursos gratuitos para professores na escola primária por meio de uma parceria com o Ministério da Saúde, a fim de que crianças autistas possam ter uma educação de excelência juntamente com acompanhamento médico. Logo, será possível que os desafios enfrentados pelas pessoas com TEA possam ser amenizados na realidade brasileira.