Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O dia 2 de abril foi declarado, pela Orgnização das Nações Unidas, como o Dia Mundial de Coinscientização do Autismo. Porém, há, no Brasil, uma realidade distinta no que diz respeito à reflexão sobre a síndrome e sobre seus portadores. Sobre o fato, um dos motivos para a continuidade dos desafios enfrentados para a inclusão de pessoas autistas no território nacional é a falta de leis efetivas implementadas pelas autoridaddes, bem como a não aceitação do grupo no meio de socialização.

É válido abordar,de início, a falta de atenção dada aos portadores do autismo pelo Estado. Tal fato é reforçado pela má gestão do governo em relação à criação de leis para a inserção dos indivíduos com a síndrome; pois as autoridades acabam por negligenciar uma porcentagem significativa da população brasileira, a qual necessita de tratamentos especiais para cada atividade social que queira excercer, a saber a inclusão escolar. Essa situação deficitária acaba por quebrar o conceito de contrato social, de Émile Durkheim, segudo o qual o Estado tem o dever  de garantir o bem-estar da sociedade e garantir os direitos dessa, pois há um déficit na criação de normas para a inclusão de autistas no Brasil.

Ademais, deve-se explicitar, a não aceitação das pessoas com a síndrome

em um país considerado não só diversificado em formas, como também acolhedor de indivíduos diferentes. Acerca disso, tornou-se nítida a transformação da sociedade em um caráter padronizado, a qual exclui o ser diferente do padrão imposto. Com isso, a busca pelo igual prejudica os excluídos, os quais têm dificuldades de inserção social. Tal situação de busca pela perfeição pode ser comparada ao conceito de coinsciência coletiva, do teórico Durkheim, segundo o qual a sociedade passa a agir de forma padronizada, punindo os indivíduos diferentes.

Portanto, cabe ao Estado- responsável por administrar a nação- minimizar a exclusão vivida pelos portadores do autismo no Brasil, por meio da criação de leis efetivas para garantir os direitos dessa minoria, afim de alcançar a equidade de direitos no território nacional. Além disso, deve implementar matérias de educação cidadã e ética, como matérias essenciais nas escolas, com o intuito de ensinar aos alunos desde a infãncia a importância do acolhimento ao indivíduo diferente, criando um cidadão adulto que irá respeitar o próximo. Assim, será minimizado o estigma sobre a população autista no Brasil.