Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do Caminho”, retrata, de modo figurado, os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à luta cotidiana dos desafios da inclusões sociais de pessoas com autismo. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido o preconceito, mas também a falta de qualificação adequada dos profissionais da educação diante desse quadro alarmante.

Diante dessa perspectiva, urge salientar, em primeiro lugar, que é lícito postular a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito. Sob a visão do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por conta da baixa operação das autoridades, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, a falta de qualificaçãodos profissionais  também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com o relato do cartunista Rodrigo Tramonte, durante o próprio período escolar, havia grande dificuldade de aprendizagem, pois os educadores não conseguiam identificar a necessidade especial do autista. Partindo desse pressuposto, percebe-se que, na realidade brasileira, esse problema persiste, o que impossibilita o desenvolvimento dessas pessoas na comunidade. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de qualificação contribui para a perpetuação desse cenário caótico.

Portanto, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital que, por intermédio do Governo, será revertido em palestras, propagandas publicitárias, a fim de gerar maior entendimento para a população. Além disso, o Ministério da Educação, deve proporcionar cursos de capacitação para os educadores, para prepará-los para possíveis situações envolvendo alunos especiais. Assim, tornando o Brasil mais democrático.