Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Thomas Morus, autor humanista renascentista do século XVI apresentou em suas obras o termo Utopia, o qual é a representação de uma ilha imaginária com perfeição social, isto é, sem preconceito, negligenciamento social e harmonia social. O Brasil, longe de construir um lugar proposto por Morus, pois, infelizmente na contemporaneidade há empecilhos para os autistas inserirem de forma completa no meio social sem serem julgados e negligenciados tanto pela a sociedade como pelo o Governo. Portatno, é preciso desenvolver caminhos para romper com os desafios da inclusão de pessoas com autismo no país.
Primeiramente, pode-se associar o conceito de “consciência coletiva” proposto pelo sociólogo Emile Durkheim com a problemática, pois, é o conjunto de crenças, valores, comuns à media dos membros de uma dada sociedade, formando um sistema determinado e com vida própria. Consoante disso, fica evidente que a forma como a sociedade brasileira foi moldada impede que os portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA) inserem no ambiente social, visto que não se encaixam nas exigências de “normalidade” da sociedade. Assim sendo, é imprescindível a reinauguração da sociedade para romper com esse empecilho de incluí-los socialmente.
Em segundo análise, a negligência do Governo para qualificar profissionais adequados nas escolas é um dos empecilhos para a educação e socialização das crianças autistas. Ademais, de acordo com Aristóteles, o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para a sua realização pessoal e busca pela felicidade. Com essa perspectiva, a inclusão de pessoas portadoras do TEA é fundamental para a manutenção do bem estar social. Logo, com uma educação de qualidade, é possível minimizar os efeitos da doença, isto é, desenvolvê-los e torná-los adultos sociáveis e inseridos na comunidade.
Em suma dos argumentos citados, para existir uma ilha utopica como foi proposta por Morus, cabe às Escolas - Instituições de Educação que ajudam no aprendizado e amadurecimento do cidadão -, em parceria com as famílias, inserir debates sobre sobre a ética - com participação de filósofos e sociólogos, que discutem acerca de como ter uma postura diante aos outros cidadãos -, a fim de desenvolver, desde a infância uma postura sem preconceito, negligenciamento e discriminaçao com os indivíduos portadores do TEA. Como também cabe ao Estado, juntamente com o Ministério da Educação proporcione cursos para qualificação dos profissionais de educação, sobre como proceder com alunos com esse transtorno. Portanto, tendo em vista que nas próximas décadas haverá uma transformação na sociedade, igual ao do filósofo Morus.