Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Definido como Transtorno do Espectro Autista, o autismo na sociedade brasileira está relacionado a uma questão desafiadora de inclusão social, a qual causa efeitos negativos de grandes proporções nas demais regiões com maior índice do caso. Atualmente, há poucos recursos de mobilidade pública em prol desse grupo, tornando-se por meio da precariedade um problema. Desse modo, é de suma relevância ressaltar os fatores negativos acarretados pelo preconceito e o descaso da população em relação à síndrome.

É relevante pontuar, de início, a falta de estruturas nas instituições de ensino para capacitar os autistas. De acordo com dados do Inep, em 2016, existiram 488 pessoas com autismo matriculadas no ensino superior. Mais da metade (56,56%) está nas universidades privadas; os outros 43,44% estão nas instituições públicas, porém a maior parte delas não oferece estruturas adequadas para os variáveis graus de manifestação a dependência autista, visto que a ausência de recursos financeiros do poder público é um fator predominante dessa fatalidade. Em vista disso, leva-se como resultado o fato de deslocamento social, conceituado por a posição da sociedade na exclusão dessa coletividade.

Outro fator imprescindível é a imposição da família nos ciclos extensivos de aprendizados dos autistas. Nessa perspectiva, o filme –mundialmente conhecido- “Tudo que Quero” narra a rotina da jovem Wendy que apesar do autismo é independente e brilhante. Com o talento de escrita decide corajosamente ir à busca de seu sonho que é participar de uma competição de enredo, e mesmo com a reprovação de seus familiares embarca em uma aventura repleta de desafios e surpresas, ou seja, a cena é de caráter realístico, por relatar em algumas análises a realidade de muitos autistas fora da ficção. Porquanto, é perceptível que tais comportamentos familiar influência em determinados motivos da exclusão social.

Com essas constatações, observa-se, portanto, a necessidade de melhoria em torno do sistema de inclusão autista. Dessa maneira, para reverter essa problemática, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com instituições de ensino, elaborar e aplicar em todo Estado brasileiro, salas de aulas inclusivas para os variáveis graus da síndrome de transtorno, por meio de profissionais qualificados da saúde e educação especializados na área de psicologia e pedagogia. O intuito é potencializar as mobilidades estaduais de cada município, a fim de ampliar a participação de todo corpo social nos estabelecimentos de ensino regular, já que a escola é um dos principais caminhos para a formação de qualquer indivíduo. Só assim, teremos no Brasil uma sociedade mais igualitária.