Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

A série “The Good Doctor” retrata os desafios de um jovem médico com autismo e sua jornada para provar sua capacidade para todos. Semelhante a esta obra cinematográfica, no Brasil o preconceito enraizado ainda força pessoas com a síndrome ter que provar sua capacidade para tudo. Assim, a dificuldade de inclusão de pessoas com autismo está ligado a dois principais problemas: a falta de capacitação das instituições escolares e o preconceito de parte da população.

Em primeira análise, a irresponsabilidade do estado com pessoas do espectro é um ponto crucial na discrepância de uso de direitos, pois o artigo 3°, IV, da constituição federal de 1988 garante que autistas tenham direitos iguais, mas não é de fato efetivada. Ademais, é preciso capacitar as escolas para receber alunos portadores da síndrome e também é preciso garantir a permanência e aprendizagem do mesmo, visto que a escola deveria ser para todos.

Outrossim, o autista não tem visibilidade na sociedade fazendo com que se esforcem mais que pessoas de fora do espectro para provar suas capacidades. O preconceito acerca do autismo gera a falsa certeza de que autistas são incapazes de socialização, mas de acordo com Aristóteles, o homem é um ser social e a vida na sociedade é crucial, fazendo assim todas as pessoas com todas suas limitações serem capazes de serem inseridas no meio social.

Os desafios para pessoas com autismo no Brasil serão diminuidos com a intervenção do Estado, por meio do Ministério da Educação para a capacitação dos profissionais da educação, com cursos e orientações de como acompanhar alunos com esse tipo de síndome para que eles possam ser inseridos na sociedade como qualquer outro indivíduo, como Aristóteles já citou. Como também será necessário a ação do Ministério da Educação na propagação de campanhas de conscientização da população para gerar tolerância e minimizar o preconceito enraizado na sociedade.