Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Segundo os dados divulgados pela Revista Autismo, aproximadamente 1% da população brasileira é diagnosticada com autismo. Nessa perspectiva, coloca-se em pauta o debate acerca da dificuldade de inclusão desse grupo na sociedade brasileira, visto que são constantes alvos de discriminalização e invisibilidade social em decorrência de suas características “especiais”. Dessa forma, destaca-se como problemas da dificuldade de inclusão dos autistas no Brasil, a sua marginalização e exclusão dos seus direitos como cidadãos.

É inegável a existência de um esteriótipo negativo a respeito das pessoas autistas. Essa visão construída, naturalmente caracteriza o autista como uma pessoa estranha ou diferente, incapaz de realizar atividades do dia a dia sem ajuda e com dificuldades em desenvolver relações sociais. Tendo isso em vista, observa-se a marginalização desse grupo que, por não serem considerados normais acabam sendo excluídos. Dessa forma, pode-se afirmar que o esteriótipo relacionado ao autismo, banaliza a marginalização desse grupo. Nessa perspectiva, pode-se destacar o conceito de “Banalidade do Mal” da socióloga Hanna Arendt, que afirma que certas ações, por mais controversas que sejam, por estarem enraizadas no pensamento de uma pessoa ou população, acabam se tornando algo natural.

Além disso, vale frisar que a marginalização das pessoas autistas contribui para a exclusão desses indivíduos como cidadãos. Nessa perspectiva, a discriminalização dessas pessoas os tornam invisíveis dentro da sociedade, uma vez que seus direitos não são garantidos. Tendo isso em vista, pode se relacionar ao conceito de “Cidadão de Papel” de Gilberto Dimenstei, que aponta como cidadãos de papel aquelas pessoas que possuem seus direitos estabelecidos apenas em teoria, mas não em prática. Dessa forma, torna-se necessário que medidas sejam tomadas para que pessoas autistas possam exercer efetivamente seus direitos.

Em suma, é preciso que medidas sejam tomadas para mudar esse cenário, de forma que os as pessoas autistas sejam devidamente incluídas na sociedade brasileira. Tendo isso em vista, torna-se papel de ONGs de apoio a população autista, com o objetivo de concientização da população a respeito da doença, promoverem uma divulgação em peso do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, além de criarem suas próprias companhas que busquem informar e mostrar os desafios vividos pelas pessoas autistas. Ambas as divulgações aconteceram por meio de banners em praças públicas, além de comerciais que iram ao no horário nobre da televisão brasileira. Assim, essa medida busca ter grande alcance, de forma a conscientizar o máximo de pessoas possível, para que assim, os esteriótipos sejam deixados de lado e as pessoas autistas possam ser inseridas na sociedade.