Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Segundo as ideias do sociólogo Max Weber, a ação social seria dividida em vertentes, uma delas caracteriza-se pela ação social racional com relação a valores, onde visa a moralidade como uma estima. Visto isso, compreende-se o parelelo aos obstáculos de uma inserção de pessoas com autismo no Brasil. Isso ocorre, principalmente no que diz respeito, à negliência do Estado e à ausência de consciência e interesse de grande parte do âmbito social brasileiro.

Em primeiro plano, é válido ressaltar a falta de políticas públicas efetivas em dispor plenamente uma maior conscientização em massa nos hospitais, mídias televisivas e sociais, oferecendo de forma acessível a importância do diagnóstico precoce, seja pelo impasse administrativo de um país de tamanha dimensão, seja pela falta de interesse do avanço consciente, na qual resultado revela pelo “site” “usp.br/espacoaberto”-sendo instituído com relevância apenas no dia 2 de abril de 2008 pela ONU como o Dia da Conscientização do Autismo, provando assim, que pouco se sabe sobre a questão e falhas técnicas perceptíveis na realidade supracitada.

Sob esse viés, no contexto relativo ao desinteresse e alienação da sociedade, pode-se citar que, a “modernidade líquida” presente no século XX, se faz presente até nos dias que correm. O sociólogo Zygmunt Bauman, enfatiza a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas. Sendo o estudo sociológico uma mera representação da atualidade, o jornal “O Tempo”- publicou uma matéria sobre a audiência pública realizada em Belo Horizonte, onde famílias encontraram-se com dificuldades ao tentarem matricular seus filhos com deficiência em instituições privadas de ensino, ou seja, é imprescindível medidas imediatas para o desenvolvimento e democratização ao grupo prejudicado, facilitando indivíduos a serem plenamente recepcionados e vistos com imparcialidade, de acordo com a Carta Magna.

Portanto, é impreterível que o Ministério da Educação e Saúde-órgãos responsáveis pela manutenção e administração de instituições públicas a complemento com a comunicação midiática, destinem verbas e uma maior exigência aos programas sociais, a fim de um alcance nacional prévio e eficaz, por meio de Diretrizes Orçamentátias e precedida de forma progressista a todos os cidadãos.