Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) foi descoberto apenas em 1940, entretanto ainda temos uma dificuldade astronômica na inclusão social e no diagnóstico de pessoas com esse  transtorno. Dentre os 8 milhões de estudantes brasileiros cursando o nível superior apenas 488 possuem TEA, o que mostra a valorização do padrão de pessoas socialmente desenvolvidas, tanto dentro das escolas, como na sociedade em geral.

Tendo em vista que, o início do processo de inclusão se dá dentro das escolas, temos uma problemática, pois o sistema educacional brasileiro, principalmente o público, não está preparado para lidar com a educação de pessoas com TEA, problema  agravado com o diagnóstico falho e tardio. Mesmo com a lei número 12764, conhecida como Berenice Piana, que garante o acesso á educação para pessoas com autismo, ainda têm escolas que recusam a matrícula de pessoas com TEA, devido a falta de preparo.

A falha dos colégio está na falta de regulamentação para que pessoas com autismo estejam aptas a trabalhar e estudar no local, as escolas nem sempre pensam nas necessidades de alunos autistas, que acaba deixando a responsabilidade para os pais, a falta de tutores e projetos de inclusão social retrata isso. Além disso, temos a falta de representatividade de pessoas com autismo em cargos de trabalhos valorizados, isso representa que pessoas com TEA tem um lugar na sociedade que nem sempre é junto de pessoas “normais”.

Isso cria um paradoxo que fortalece um padrão cultural, com essa escassez de exemplos, esse problema cada vez mais, aliena os cidadãos comuns desses tipos de situações. Caso o governo investisse na educação de pessoas com essas dificuldades e melhorasse a verificação do cumprimento das leis, e a mídia propagasse essa realidade, criando uma inserção cultural de pessoas que sofrem de TEA, a inclusão social de indivíduos com autismo se daria de forma natural e respeitosa.