Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Machado de Assis apresentaba história de um casal cujo homem não se casa com a mulher por conta de sua deficiência nos membros inferiores, retratando a discriminação, o abandono e a ignorância de uma massa em relação à quase 25% da população brasileira, os quais apresentam algum tipo de deficiência.

Dentro desses 25%, mais de 2 milhões são portadores de autismo, os quais sofrem grandes dificuldades. A negação se inicia por meio dos pais e é um dos maiores agravantes, de forma que o diagnóstico e tratamento tardio são drasticamente prejudiciais e podem causar prejuizos, visto que a fase da infancia é onde começam a se estabelecer as relaçoes de comunicaçao.

Ademais, a falta de profissionais capacitados para esses cuidados é frequente, mesmo com a lei que garante amparar o autismo (n: 12.764), que nao é efetiva. Similarmente, no ambiente escolar, o individo nao recebe o acompanhamento devido pelos professores, nao tratado com igualdade, e sofrendo a falta de profissionais que ministrem a aula de forma mais dinamica, que desperte o aprendizado e desenvolvimento cognitivo do aluno.

Em virtude dos fatos apresentados, é compreensível que a sociedade necessita lutar pela validação da luta pelos direitos de pessoas com TEA. Cabe ao ministério da saúde promover maneiras de inclusão e acompanhamento em postos e escolas, que possam alcançar e dar suporte aos indivíduos que necessitem de auxílio. Da mesma forma, ao ministério da educação que proponham formas de interação entre jovens e crianças que estimulem a conscientização e mostrem a importância de aprender a conviver entre diferenças com qualidade e respeito.