Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
A Constituição Federal de 1988 assegura a igualdade dos cidadãos perante a lei. Infelizmente, existem preconceitos em meio aos brasileiros e as normas não são integralmente cumpridas, o que gera consequências para os indivíduos com autismo. Essa dificuldade em incluir autistas nas atividades cotidianas é causada principalmente pela falta de informação fornecida à população, e consequentemente, o estranhamento ao se deparar com pessoas nessa condição.
A tardia inclusão da síndrome, apenas em 1933, na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde demonstra a falta de discussão sobre o tema em escala global. No Brasil não é diferente: devido às distintas influências causadas pela síndrome no comportamento do cidadão e o desconhecimento da forma correta de agir perante os mesmos, a discriminação e pré-julgamento se torna recorrente. Dessa forma, a discussão e a difusão do conhecimento sobre a doença é importante na luta pela inclusão.
Nesse contexto, a personagem principal da série “The Good Doctor” possui transtornos do espectro autista. Ao contrário do senso comum, o menino possui uma inteligência extraordinária e, mesmo com a influência da síndrome em sua forma de agir, consegue resolver os casos médicos mais difíceis. Analogamente à obra, possuir o transtorno não é sinônimo de menor capacidade intelectual, por esse motivo, não devem ser tratados de forma diferente ou como inferiores.
Portanto, ações em prol da participação na vida em sociedade de forma igualitária pelos autistas, como é garantida pela Constituição Federal, são essenciais para a construção de uma melhor comunidade brasileira. O Ministério da Saúde deve criar políticas públicas de atendimento à população para o diagnóstico e tratamento precoce do autismo, assim o indivíduo será assistido por especialistas desde o princípio. Ademais, a família e os trabalhadores da área da educação precisam ficar atentos aos comportamentos das crianças, além de orientá-las sobre a síndrome, com o objetivo de diminuir o estranhamento e gerar futuros cidadãos mais conscientes e inclusivos.