Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
O autismo é uma condição neurológica extremamente variável, que pode se manifestar nos indivíduos de maneiras completamente diferentes, dificultando não só o reconhecimento do transtorno no dia a dia, quanto o diagnóstico, que pode demorar anos para ser concluído. Ademais, a falta de informação disseminada para a população ainda é escassa, acarretando um revés na vida de pessoas com autismo, que acabam tendo dificuldades em achar empregos e se manter na vida sozinhos.
Na série televisiva “Atypical”, é mostrado o cotidiano de Sam, um garoto que possui autismo, e é apresentado também o quanto a desinformação em relação à síndrome pode levar a desconfortos cotidianos na vida de quem a possui. De acordo com a IEAC, Instituto de Educação e Análise de Comportamento, apenas 55% dos pais, ao receber o diágnostico de seus filhos, sabiam do que se tratava. Portanto, é necessário reformas no ensino do país para que exista mais informação acerca dessas condições circulando.
Outrossim, essa desinformação provoca grande impacto na vida dos autistas, visto que acaba fazendo com que eles tenham mais dificuldade ao se empregar. A maioria da população não entende como interagir e lidar com pessoas diferentes, e, instintivamente, segrega-as, com medo do desconhecido. Esse preconceito faz com que apenas 20% de pessoas com o autismo no Brasil estejam no mercado de trabalho, de acordo com a ONG Autismo e Realidade. Sendo assim, é urgente que medidas sejam tomadas para que mais autistas sejam incluídos no mercado, e consigam viver sua vida de maneira digna.
Dado o exposto, é mister que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério do Trabalho criem um projeto voltado para pessoas com autismo no Brasil, por meio de palestras sobre a síndrome em colégios públicos e particulares, instituições que formam pessoas e futuros trabalhadores, e abertura de vagas de emprego em cargos públicos para que quem possui essa condição possa ter mais chances de conseguir viver suas vidas de forma independente.